Conjuntura O "braço de ferro" de Pires de Lima contra quem quer "deprimir" a economia

O "braço de ferro" de Pires de Lima contra quem quer "deprimir" a economia

António Pires de Lima usou várias vezes a expressão "braço de ferro". Com quem? Com aqueles que, envolvidos nos acontecimentos recentes "poderiam ter deprimido a economia" e que "como gestores desvalorizaram empresas". A PT parecia ser o alvo.
O "braço de ferro" de Pires de Lima contra quem quer "deprimir" a economia
Miguel Baltazar/Negócios
Helena Garrido 03 de setembro de 2014 às 15:04

Existe um "braço de ferro entre os que puxam pela economia e aqueles acontecimentos recentes que poderiam deprimir a economia", afirmou esta quarta-feira o ministro da Economia António Pires de Lima,  no encerramento da sessão de apresentação do "Global Competitiveness Report 2014-2015" que decorreu esta manhã de quarta-feira na escola de gestão AESE. O Governo, sublinhou, está do lado dos que querem dinamizar a economia.

 

"Há um ambiente mais construtivo no país", disse considerando que os agentes económicos valorizam hoje mais os indicadores positivos. O relatório de Competitividade deste ano, elaborado pelo Fórum Económico Mundial, coloca Portugal na 36ª posição, a melhor desde 2005 com uma subida de 15 lugares face a 2013. Este salto, disse, "é também uma evidência de que, neste braço de ferro que existe entre tudo aquilo que economicamente contribui para o crescimento e desenvolvimento e tudo o que contribui para a tensão e descredibilização, a economia ganhou".

 

O ambiente construtivo, considerou o ministro, contrasta com "o amiguismo" do passado que, acrescentou teve "reflexos em instituições financeiras".

 

Usando por diversas vezes a expressão "braço de ferro", Pires de Lima apontou o dedo de forma criptada para casos recentes. Houve gestores, afirmou "que desvalorizaram empresas e desmereceram accionistas". Mais à frente disse que é preciso alinhar os objectivos dos gestores com os dos trabalhadores e dos accionistas "para evitar casos que espantaram o país inteiro e até o próprio ministro da Economia".

 

Ainda que não o tenha explicitado, o ministro da Economia pode estar a referir-se nas suas palavras ao caso da PT que fez uma aplicação de tesouraria no Grupo Espírito Santo que equivale a metade da sua avaliação e que terá agora de esperar pelo processo de falência. Como se pode estar a referir ao caso do BES.

 

O caso PT, sabe o Negócios, caiu que nem uma bomba no ministério da Economia não apenas pelo que aconteceu a uma empresa emblemática do país como também pelos potenciais danos que pode gerar na imagem de Portugal em geral e do mercado de capitais em particular.




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