Conjuntura Abrandamento económico vai continuar este ano e no próximo, avisa a Fitch

Abrandamento económico vai continuar este ano e no próximo, avisa a Fitch

Depois de ter melhorado a perspetiva do 'rating' atribuído a Portugal, a Fitch deixa mais informação sobre a sua avaliação a Portugal. A economia vai crescer a um ritmo mais baixo este ano e no próximo, o que é um ponto negativo para subir a notação, avisa a agência.
Abrandamento económico vai continuar este ano e no próximo, avisa a Fitch
EPA
Susana Paula 18 de junho de 2019 às 11:51

O crescimento da economia portuguesa deverá abrandar este ano e no próximo, estima a agência de notação financeira Fitch, numa nota divulgada nesta terça-feira, 18 de Junho.

Depois de o PIB português ter crescido 2,1% no ano passado, a Fitch antecipa que a economia avance 1,7% este ano e 1,5% no próximo. "Estimamos que o abrandamento continue em 2019 e 2020", afirmam os analistas da Fitch. No Programa de Estabilidade 2019-2023, o Governo antecipa que o PIB avance 1,9% este ano e no próximo. 

Este é um risco negativo para a avaliação da agência a Portugal. Recorde-se que, no final de maio, a Fitch melhorou a perspetiva atribuída ao 'rating' português de 'estável' para 'positiva', sinalizando uma melhoria da nota nos próximos meses. 

Segundo a Fitch, a procura interna vai liderar o crescimento, apesar de o contributo negativo das exportações líquidas começar a ganhar terreno. "Com as exportações portuguesas a representar cerca de 44% do PIB, o setor enfrenta ventos crescentes de incerteza externa", lê-se na nota da Fitch, que aponta um risco de crescimento da zona euro inferior ao previsto e a intensificação de guerras comerciais. 

Pelo lado positivo, a Fitch antecipa que os saldos orçamentais sejam positivos, embora de forma moderada, mas só a partir de 2020. Recorde-se que o Governo prevê, já em 2020, um excedente orçamental de 0,3% do PIB. Para este ano, o Governo ainda estima um défice orçamental de 0,2% do PIB, já a Fitch é menos otimista e antecipa um défice superior, de 0,5% do PIB.

A agência de notação financeira vê ainda melhorias no setor financeiro. "Os riscos do setor bancário abrandaram e parecem limitados no curto prazo", afirma. 




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