Conjuntura Acabou a recessão na Zona Euro, dizem os economistas

Acabou a recessão na Zona Euro, dizem os economistas

Os índices de gestores de compras (PMI) para a indústria sugerem que a mais longa recessão da história da Zona Euro estará a terminar, dizem os economistas de vários bancos internacionais. Recuperação pode, no entanto, ser “lenta e desnivelada”, alertam.
Acabou a recessão na Zona Euro, dizem os economistas
Edgar Caetano 24 de julho de 2013 às 10:36

A actividade industrial nas oito maiores economias da Zona Euro expandiu-se inesperadamente no mês de Julho, um crescimento ténue mas que leva os economistas a acreditarem que a Zona Euro está a sair da recessão. Números acima do esperado na Alemanha e França ajudaram o indicador a subir para os 50,1 pontos, uma décima acima da fasquia que sinaliza a fronteira entre contracção e expansão.

 

“A recessão na Zona Euro parece, dois anos depois, estar a chegar ao fim”, escrevem Ralph Solveen e Jorg Kraemer, economistas do Commerzbank. “Não saíram ainda as leituras nacionais para outros países, mas podemos derivar destes números (...) que podem surgir mais provas de que a recessão está a chegar ao fim também na periferia”, acrescentam.

 

Martin van Vliet, economista do ING, concorda que “os dados PMI melhores que o previsto suportam claramente a noção de que a economia da Zona Euro, como um todo, está a deixar a recessão para trás”. “Os estímulos monetários pelo BCE, a recuperação na actividade económica global e o ímpeto global mais lento da austeridade contribuíram finalmente para deter a contracção económica”.

 

O economista-chefe da Markit, a consultora que elabora o indicador, diz que os dados de hoje “dão um impulso positivo de Verão para os líderes políticos, especialmente em termos de haver uma luz ao fundo do túnel para os países da periferia, pressionados pela austeridade e onde as tensões políticas e sociais têm subido”. Chris Williamson acrescenta que “o BCE, em particular, estará a sentir-se muito mais confiante de que a região poderá voltar ao crescimento positivo até ao final do ano”.

 

O ING alerta, no entanto, que “o regresso ao crescimento será provavelmente lento e desnivelado, já que apesar de um abrandamento do ritmo de consolidação, as políticas orçamentais (dos Estados) vão continuar a ser um factor de pressão negativa sobre o crescimento, sobretudo nos países da periferia”, escreve Martin van Vliet. 




Marketing Automation certified by E-GOI