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Atividade económica em Portugal ainda sem sinais de recuperar, volta a cair em agosto

O indicador que mede a atividade económica mostrou uma nova redução em agosto deste ano de 11,5%, em termos homólogos. Cai desde outubro do ano passado, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 18 de Setembro de 2020 às 13:04
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O indicador do Banco de Portugal (BdP) que mede o pulso da atividade económica no país recuou 11,5% em agosto deste ano, depois de em julho ter deslizado 11,2%, perdendo tração pelo décimo oitavo mês consecutivo. De acordo com a instituição, uma "eventual recuperação, já visível noutros indicadores, ainda não está a ser captada por estes indicadores".

Em março, o mês em que a pandemia deu a primeira pancada na economia portuguesa, este indicador coincidente caiu 1,7 pontos percentuais face a fevereiro, naquele que foi a maior queda desde 1978, quando os registos do BdP começaram. 

De acordo com os dados divulgados pelo BdP, o consumo privado desacelerou pelo décimo segundo mês consecutivo, passando de uma variação homóloga de -11,3% em julho para -11,5% em agosto.

Também em abril deste ano, este indicador registou a maior queda mensal desde os primórdios dos registos da instituição portuguesa. 

"Em agosto, o indicador coincidente mensal para a atividade económica e o indicador coincidente mensal para o consumo privado registaram uma relativa estabilização", pode ler-se no comunicado enviado pelo BdP, que acrescenta que "no contexto de elevada volatilidade económica, à semelhança das estimativas dos meses anteriores, os indicadores coincidentes apresentam uma maior dificuldade na identificação do ciclo e da tendência da economia".



O banco sublinha que "os indicadores coincidentes são indicadores compósitos que procuram captar a evolução subjacente da variação homóloga do respetivo agregado macroeconómico. Assim sendo, apresentam um perfil mais alisado e não se destinam a refletir em cada momento do tempo a evolução da taxa de variação homóloga do respetivo agregado de contas nacionais".

Estes valores podem ainda ser revistos, devido quer "a revisões estatísticas da informação de base, quer devido à incorporação de nova informação", diz o BdP. 
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