Conjuntura Aumento do salário mínimo é de uma "enorme imprudência", diz Fórum para a Competitividade

Aumento do salário mínimo é de uma "enorme imprudência", diz Fórum para a Competitividade

O Fórum para a Competitividade considera subida do salário mínimo uma imprudência e teme mais subidas de juros em 2017.
Aumento do salário mínimo é de uma "enorme imprudência", diz Fórum para a Competitividade
Miguel Baltazar
Negócios 02 de fevereiro de 2017 às 11:43

O Fórum para a Competitividade, uma associação de base empresarial, liderada por Pedro Ferraz da Costa (na fota), considera que o aumento do salário mínimo em 2017 é de uma "enorme imprudência" dado o baixo crescimento da economia e da produtividade no país, e a actual conjuntura externa.

"A subida extraordinária do salário mínimo não tem qualquer sustentação na realidade económica portuguesa e é de uma enorme imprudência por ser realizada num contexto internacional de incerteza agravada", lê-se na nota mensal de conjuntura do Fórum, que lembra que, com o aumento de 2016, "a subida em termos reais acumulada na década anterior foi de 21%, muito superior ao aumento acumulado da produtividade, de apenas 7%", e que o problema se agrava com a decisão deste ano de subir a remuneração mínima para 557 euros euros.

Na sua nota mensal, o gabinete de estudos liderado pelo economista Pedro Braz Teixeira, nota ainda que "as taxas de juro portuguesas subiram mais do que as dos restantes países, num contexto de perda de confiança dos investidores internacionais, quer devido a discussões sobre restruturação da dívida, quer sobre uma eventual nacionalização do Novo Banco", avisando que "para os próximos meses, há claros riscos de intensificação desta subida, desde o fim do programa de compras do BCE até às várias eleições na Europa".

O Fórum recorre ainda às contas do economista Joaquim Miranda Sarmento, publicadas num artigo de opinião no jornal Eco, para afirmar que "sem medidas extraordinárias, o défice seria de 3,4% do PIB, superior ao de 2015", considerando que "a queda do défice orçamental em 2016 ficou a dever-se a medidas pontuais e à queda do investimento público e não a qualquer tipo de medidas estruturais, o que lhe confere especial fragilidade".




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