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Banco de Portugal: Economia deu a volta em 2013 mas recuperação ainda é frágil

Elevado endividamento público e privado pendem sobre o futuro da economia portuguesa.

Bruno Simão/Negócios
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 13:11
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O Banco de Portugal faz uma avaliação positiva do desempenho da economia em 2013 ano em que, apesar da recessão, a actividade económica começou a dar a volta, especialmente no segundo semestre. Ainda assim, o banco central deixa avisos: a recuperação é frágil, especialmente devido ao elevado endividamento, tanto dos sectores público como privado.

 

O banco central nota que apesar da contracção do PIB, "a partir do segundo trimestre de 2013 registou-se uma inversão da trajectória decrescente do PIB, registada durante os 10 trimestres precedentes". De facto, apesar de em termos médios anuais o PIB ter caído 1,4% em 2013, registou-se uma marcada recuperação intra-anual que conduziu a que, no último trimestre do ano, o PIB se situasse 1,7% acima do nível observado no último trimestre de 2012", lê-se no Boletim Económico da Primavera do Banco de Portugal, divulgado esta quarta-feira, 23 de Abril.

 

Segundo o banco central a recuperação na segunda metade do ano - que beneficiou da recuperação da procura interna - explica a queda do desemprego registado em 2013, que "no entanto, se mantém em níveis historicamente elevados".

 

Os economistas do Banco de Portugal notam ainda que "a evolução do mercado de trabalho

É imprescindível continuar o processo de redução do endividamento do Estado e de outros sectores sobre-endividados, assim como aprofundar o programa de reformas estruturais iniciado no passado recente.
 
Boletim Económico da Primavera do Banco de Portugal

manteve alguns dos traços característicos dos últimos anos, nomeadamente o aumento da contratação a termo e o aumento do desemprego de longa duração".

 

Mas se há sinais positivos na economia, há também muitos riscos, em particular decorrentes dos elevados níveis de endividamento. "Importa ter presente que a recuperação da economia portuguesa apresenta fragilidades", diz o banco central, que de seguida defende a importância da desalavancagem na economia e das reformas estruturais. "É imprescindível continuar o processo de redução do endividamento do Estado e de outros sectores sobre-endividados, assim como aprofundar o programa de reformas estruturais iniciado no passado recente, nomeadamente para permitir a absorção dos actuais níveis de desemprego", lê-se no Boletim Económico.

 

A instituição liderada por Carlos Costa destaca ainda que "a sustentabilidade das finanças públicas, o aumento da autonomia financeira das empresas não financeiras e a solidez e a estabilidade do sistema financeiro constituem outras tantas condições indispensáveis para desencadear um processo de utilização de recursos que favoreça o investimento produtivo nos sectores de bens transaccionáveis", essencial para garantir o crescimento da economia no médio e longo prazo.

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