Conjuntura BBVA: Economia portuguesa "avança a um ritmo mais rápido do que o previsto"

BBVA: Economia portuguesa "avança a um ritmo mais rápido do que o previsto"

Desempenho das exportações justificam o crescimento da economia mais célere do que previsto, salienta o BBVA, que fala no bom desempenho na redução do défice.
BBVA: Economia portuguesa "avança a um ritmo mais rápido do que o previsto"
David Santiago 19 de fevereiro de 2014 às 19:17

A economia nacional teve um comportamento melhor do que as previsões apontavam no último trimestre do ano, refere o BBVA, que diz que os dados macroeconómicos da procura global e o maior dinamismo da despesa privada explicam uma recuperação da economia "a um ritmo mais rápido do que o previsto".

 

Apesar da contracção do comércio a retalho de 1,8% verificada em 2013, a produção industrial cresceu 2,5% no último trimestre e 0,9% no total do ano, o que fez elevar as exportações que sustentaram a, ainda assim, “recuperação incipiente” da economia.

 

A taxa de desemprego que desceu em Dezembro para 15,4% da população activa e a diminuição do custo unitário do trabalho, assim como a manutenção de taxas de inflação baixas, que compensaram a perda de rendimento disponível das famílias, também contribuíram de forma positiva para a capacidade competitiva das exportações, segundo explica a análise do BBVA.

 

O BBVA sublinha ainda a melhoria dos índices de confiança como importante contributo para a recuperação de uma economia que cresceu 0,5% nos últimos três meses do ano em cadeia, acima da previsão do banco espanhol que apontava para um subida a um ritmo estável de 0,2% a cada trimestre.

 

De acordo com as previsões do BBVA as exportações deverão continuar a sustentar o crescimento da economia portuguesa ao longo de 2014, que deverá beneficiar ainda do aumento do consumo privado e especialmente do investimento. Para esta instituição bancária o investimento na economia nacional deverá crescer 1,4% este ano e 3% em 2015 depois de ter caído cerca de 8% em 2013.

 

Por fim a análise do BBVA refere que, se o Governo português aplicar as medidas previstas, o défice poderá ficar abaixo da meta dos 4% do PIB acordados com a troika. O banco espanhol salienta ainda o bom desempenho que permitiu atingir um défice de 4,7% do PIB, abaixo dos 5,1% acordados no Programa de Ajustamento Económico e Financeiro.




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