Conjuntura BBVA: Economia terá voltado a crescer no último trimestre

BBVA: Economia terá voltado a crescer no último trimestre

A economia portuguesa deverá ter regressado ao crescimento no último trimestre do ano passado, suportada pelas exportações e apesar da fraqueza da procura interna.
BBVA: Economia terá voltado a crescer no último trimestre
Paulo Zacarias Gomes 18 de janeiro de 2016 às 17:18

A convicção é do departamento de research do BBVA, que numa análise enviada à imprensa refere que os dados de actividade e de confiança sugerem uma recuperação no último trimestre de 2015 perante a estagnação dos três meses anteriores.

 

De acordo com o banco espanhol, o produto interno bruto (PIB) de Portugal terá crescido 0,4% em cadeia (comparado com o trimestre anterior), o que é "consistente" com a previsão de evolução de 1,5% para todo o ano de 2015 apontada pela instituição. No terceiro trimestre a economia nacional estagnou (uma variação nula em relação aos três meses anteriores, período em que tinha crescido 0,5% em cadeia), abrandando por outro lado o crescimento em termos homólogos (de 1,6% no segundo trimestre para 1,4% no terceiro).

 

A estimativa do BBVA para a totalidade de 2015 fica aquém das previsões tanto do Banco de Portugal, da Comissão Europeia e do programa eleitoral do PS (que apontavam para um crescimento de 1,6%), bem como dos 1,7% esperados pelo FMI.

 

A contar para este resultado estará também um "desempenho algo mais positivo do investimento", que terá compensado um menor crescimento do consumo privado.

 

À semelhança da economia, também a criação de emprego terá acelerado entre Outubro e Dezembro (um aumento de 1,3% em cadeia), que é acompanhada pelo aumento dos custos laborais no sector privado (mais 2,5% em relação ao mesmo trimestre de 2014). Já no sector público, os custos laborais caíram 9,1% em termos homólogos, estima o mesmo documento.

 

O banco nota ainda que, apesar da actual evolução das contas públicas (com o aumento das receitas fiscais e a redução das despesas), o desempenho histórico das receitas e despesas no último mês do ano "põe em risco não só as previsões de défice oficial (2,7% do PIB), mas também a saída do procedimento de défice excessivo", ou seja, acima dos 3%. O valor deverá ficar, estima, na casa dos 3,2% previstos pelo FMI.




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