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Brisa fecha em mínimos de 1997 depois de afundar 22% em nove sessões

Capitalização bolsista da concessionária de auto-estradas perde quase 500 milhões de euros em menos de duas semanas.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 18:12
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A Brisa fechou hoje a cair mais de 3% naquela que foi a nona sessão de quedas consecutivas. Este ciclo negativo em que se encontra já fez as suas acções recuarem 22,4% e levou-as a cotar em valores de 1997. Os resultados do primeiro semestre são os grandes responsáveis pelo desempenho da cotada.

A concessionária de auto-estradas terminou a sessão nos 2,75 euros. É o terceiro fecho mais baixo de sempre da empresa. Inferior ao valor de hoje só mesmo no primeiro e no segundo dia de negociação em bolsa (2,6541 e 2,7449, respectivamente).

Antes destas nove sessões em tons de vermelho, no dia 22 de Julho, o custo por acção da Brisa era de 3,544 euros. Nessa sessão, a capitalização bolsista da empresa era de 2,13 mil milhões de euros. Hoje, o valor de mercado fixou-se nos 1,65 mil milhões de euros. A cotada viu desaparecer 476 milhões de euros neste período.

A empresa começou a cair com a aproximação da apresentação de resultados, tendo acentuado esse comportamento quando os mesmos foram divulgados, na semana passada. Esta semana, a Brisa recuou sempre acima de 1%.

A empresa liderada por Vasco de Mello obteve um lucro, no primeiro semestre de 2011, de 57,3 milhões de euros, um crescimento de 26,1% face ao período homólogo. Um aumento que decepcionou os analistas. Contudo, o destaque dos resultados foi a deterioração do crescimento das receitas. O tráfego das auto-estradas tem vindo a recuar devido ao cenário macroeconómico adverso em que o país se encontra.

Foi essa a razão que hoje levou o Goldman Sachs a descer o preço-alvo da Brisa. Reduziu-o em 22%, passando-o de 4,10 para 3,17 euros, apesar de ter mantido a recomendação “neutral”.

Aliás, esta é só uma imagem de um quadro de descidas de "targets" mais abrangente. As avaliações para a empresa liderada por Vasco de Mello já foram diminuídas por, pelo menos, cinco bancos de investimento internacionais.

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