Conjuntura Bruxelas confirma previsão de retoma de Portugal num contexto de menor dinamismo na Zona Euro

Bruxelas confirma previsão de retoma de Portugal num contexto de menor dinamismo na Zona Euro

A Comissão Europeia manteve a previsão de um crescimento de 0,8% para economia portuguesa em 2014, não obstante ter revisto em ligeira baixa, para 1,1%, a previsão de evolução do PIB conjunto da Zona Euro. Mas diz que é preciso esperar para tirar conclusões mais definitivas sobre a consistência do crescimento económico e sobre a durabilidade do aumento do emprego.
Bruxelas confirma previsão de retoma de Portugal num contexto de menor dinamismo na Zona Euro
Eva Gaspar 05 de novembro de 2013 às 09:56

A Comissão Europeia manteve nesta terça-feira, 5 de Novembro, praticamente inalteradas as previsões macroeconómicas para Portugal, que haviam sido melhoradas pela troika no rescaldo da última avaliação ao programa de assistência financeira e que serviram de base à proposta de Orçamento do Estado para 2014.

 

As Previsões de Outono antecipam que o PIB recuará 1,8% neste ano, no que será o terceiro ano consecutivo de contracção, e confirmam a probabilidade do regresso do crescimento à economia portuguesa no próximo ano, com Bruxelas a prever uma variação positiva do PIB de 0,8%, não obstante ter revisto em ligeira baixa, de 1,2% para 1,1%, a progressão média na Zona Euro, destino do essencial das exportações nacionais. Na Primavera, Bruxelas inscrevera números mais sombrios: recuo de 2,3% do PIB neste ano e crescimento de 0,6% no próximo.

 

Para 2015, a Comissão projecta uma aceleração do crescimento da economia portuguesa para 1,5%, permanecendo, porém, o país ainda em divergência face à Zona Euro, que deverá registar um crescimento médio de 1,7%.

 

A Comissão Europeia diz que os dados macroeconómicos do segundo trimestre deste ano "surpreenderam" pela positiva mas foram "em grande medida" influenciados por factores não repetíveis, o que recomenda cautela. Ainda assim,  atesta que os mais recentes indicadores suportam a ideia de que a actividade económica começará a crescer de forma mais consistente a partir do final deste ano.  As exportações líquidas deverão continuar a ser o principal motor de crescimento, mas a contribuição do comércio externo e da procura interna passará ser progressivamente mais equilibrada, sobretudo a partir de 2015.


Embora as perspectivas apontem para uma progressiva melhoria, também em relação à evolução do mercado de trabalho é preciso manter uma avaliação prudente, com Bruxelas a fazer notar que "o turismo e a agricultura foram os principais sectores que contribuíram para a expansão do emprego no segundo trimestre de este ano, o que levanta questões acerca da sua durabilidade". Bruxelas nota também que a redução da população activa beneficiou a evolução da taxa de desemprego que não deverá atingir os mais de 18% que se chegaram a prever na Primavera, mas deverá, ainda assim, continuar a subir de 17,4% em 2013 para em 17,7 % em 2014, antes de  descer para 17,3% em 2015.

 

(Notícia actualizada às 10h20)

 




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