Conjuntura Caldeira Cabral diz que crescimento da economia portuguesa "não vem de trás"

Caldeira Cabral diz que crescimento da economia portuguesa "não vem de trás"

"Não vem de trás. Não apanhamos o comboio em aceleração, nós apanhamos comboio a desacelerar," afirmou hoje o ministro da Economia.
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Lusa 30 de maio de 2017 às 18:43
O ministro da Economia, Caldeira Cabral, considerou hoje que o crescimento da economia portuguesa "não vem de trás", uma vez que este Governo "apanhou o comboio em desaceleração", e também negou que seja fruto da conjuntura.

"Não vem de trás. Não apanhamos o comboio em aceleração, nós apanhamos comboio a desacelerar", disse Caldeira Cabral na conferência "Condições para o Crescimento da Economia", organizada pela SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social.

O governante afirmou que, quando este Governo tomou posse, em Novembro de 2015, o crescimento do produto interno bruto (PIB) estava a desacelerar, acrescentando que conseguiu que o "país esteja a crescer a um ritmo muito superior".

Manuel Caldeira Cabral defendeu ainda que deveria cair outro mito relativo ao crescimento económico registado no primeiro trimestre deste ano - de 2,8% do PIB -, o de que este se deve "à conjuntura", ou seja, às circunstâncias que influenciam colectivamente a evolução da economia.

Segundo o governante, a conjuntura afecta todos os países e o que se passa é que Portugal cresceu 2,8% entre Janeiro e Março, quando no primeiro trimestre de 2016 foi de 0,9%, e na zona euro o crescimento se manteve em 1,7%.

"Se a conjuntura explicasse tudo, a aceleração não seria apenas em Portugal, seria um fenómeno europeu e isso não é a realidade", acrescentou.

Por fim, o ministro considerou que o crescimento também não é mérito apenas de alguns sectores, como o tão falado turismo, destacando os desempenhos dos sectores de produtos metálicos e agricultura, assim como das indústrias química, automóvel e farmacêutica.



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