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Católica revê em baixa crescimento do PIB e duvida da meta do défice

Universidade Católica espera que a economia portuguesa cresça 1% este ano e 1,8% em 2015, valores mais pessimistas do que as anteriores previsões. Com as medidas actualmente em vigor também duvida que o défice atinja a meta de 4% acordada pelo Governo.

Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 09 de Julho de 2014 às 15:11

Os economistas da Universidade Católica estão mais pessimistas com a evolução da economia portuguesa. Na folha trimestral de conjuntura do núcleo de estudos de conjuntura da economia portuguesa (NECEP), divulgada esta quarta-feira, 9 de Julho, revêm em baixa as perspectivas de crescimento do PIB nacional, que deverá crescer 1% este ano e 1,8% em 2015. As anteriores previsões apontavam para um avanço de 1,4% este ano e 2% no seguinte.

 

A revisão em baixa, justifica o NECEP, é devida, em larga medida, "aos maus resultados observados no primeiro trimestre deste ano" que dão conta de uma recuperação mais lenta face ao estimado. Por outro lado, o "crescimento económico continuará muito dependente da conjuntura externa, da política monetária na Zona Euro e dos desenvolvimentos orçamentais em Portugal", lê-se no documento.

 

Refeitas as contas, as perspectivas da Universidade Católica para 2014 são agora mais pessimistas do que as previsões do Governo, que espera que o PIB cresça 1,2% este ano. Para 2015, o Executivo conta que a economia avance 1,5%. 

 

Recentemente, também o Banco de Portugal reviu em baixa as previsões de crescimento do PIB de 1,2% para 1,1% em 2014, e em alta as de 2015, de 1,4% para 1,5%.

 

No relatório divulgado esta quarta-feira, o NECEP sublinha ainda que as medidas que estão em vigor não são suficientes para atingir a meta do défice de 4% em 2014 reconhecendo, porém, que é difícil avaliar o impacto de curto e médio prazo do acórdão do Tribunal Constitucional e eventuais medidas compensatórias.

 

"O NECEP destaca a insuficiência das medidas em vigor para atingir as metas orçamentais, em particular um défice de 4% em 2014. E também a dificuldade em antecipar o que será a política orçamental efectiva em 2014 e 2015, quer em termos de despesa, quer do ponto de vista fiscal", sublinha o relatório.

 

Sobre o desempenho da economia portuguesa no segundo trimestre deste ano, o NECEP avança que terá registado um crescimento em cadeia de 0,2% e um crescimento homólogo de 0,4% (face ao mesmo trimestre de 2013). No entanto, sublinham os economistas, "não recuperou o suficiente face à queda inesperada" observada nos primeiros três meses do ano.

 

Segundo o relatório da Universidade Católica, a leitura da conjuntura apresenta indicadores contraditórios com sinais de "continuação da recuperação no consumo privado, de estabilização das exportações mas de continuada hesitação no processo de investimento". Positivo e surpreendente é, para os economistas da Católica, o comportamento do mercado de trabalho que continua a dar sinais de melhoria de magnitude superior ao que seria de esperar.  

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