Conjuntura Centeno ataca polémicas: impostos desceram, investimento subiu e emprego é mais estável

Centeno ataca polémicas: impostos desceram, investimento subiu e emprego é mais estável

O ministro das Finanças recorreu aos números para ir direto às polémicas políticas. Falou da carga fiscal, do investimento e do emprego.
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Margarida Peixoto 15 de maio de 2019 às 15:38
Os impostos desceram, o emprego aumentou e o investimento também - foram estas as mensagens que o ministro das Finanças quis deixar na sua audição no Parlamento, na comissão de orçamento e finanças. Centeno chegou junto dos deputados com números, para dizer que os portugueses pagam menos mil milhões de euros de IRS, que o esforço do orçamento com o investimento aumentou e que o número de famílias com todos os elementos desempregados caiu para metade.

Na sua intervenção inicial, o ministro das Finanças acusou o PSD e o CDS-PP de terem aumentado os impostos indiretos em 1.200 milhões de euros durante a anterior legislatura. Em contrapartida, garantiu que os portugueses pagam hoje menos mil milhões de euros em impostos do que pagariam em 2015, com o mesmo nível de rendimentos.

Em 2014 e 2015, "verificou-se um aumento de 0,7 pontos percentuais" nos impostos, "mesmo depois do colossal aumento de impostos de 2012 e 2013", atirou Mário Centeno. O ministro adiantou que a subida correspondeu a cerca de 1.400 milhões de euros, dos quais a maior parte foram impostos indiretos: "Em 2014 e 2015 o PSD e o CDS aumentaram os impostos indiretos em qualquer coisa como 1.200 milhões de euros", assegurou, usando a análise do Banco de Portugal publicada no boletim económico de maio.

Depois, garantiu que se a legislação fiscal de 2015 ainda estivesse inalterada, os portugueses pagariam mais impostos. "Em 2019, apenas no IRS, os portugueses pagam menos 1.000 milhões de euros do que pagariam em 2015, com o mesmo nível de rendimento."

A subida da carga fiscal, confirmada pelo Instituto Nacional de Estatística esta semana, tem gerado intensa polémica política, com a oposição a acusar o Governo de ter subido os impostos sobre os contribuintes.

Mas em maio o Banco de Portugal publicou uma análise onde conclui que o impacto das alterações legislativas introduzidas pelo atual Governo foi no sentido de descer a carga fiscal, enquanto o impacto das mexidas do anterior Executivo foi no sentido inverso. Mário Centeno fez agora questão de usar os dados do banco central.

Orçamento aplica mais 800 milhões em investimento

Para além do tema da carga fiscal, Centeno foi direto ao outro prato quente da discussão política: o investimento. Recuperando números que já tinha divulgado, por comunicado, à comunicação social, Centeno repetiu que o défice está 0,5 pontos percentuais mais alto por causa do investimento.

E frisou que este governo tem feito mais esforço para investir do que o anterior: "O financiamento do Orçamento do Estado dirigido ao investimento no período entre 2016 e 2018 aumentou 37,1% face à anterior legislatura. Passámos de 2.133 milhões de euros para 2.925 milhões de euros, um crescimento de 800 milhões de euros, repito, 800 milhões de euros por ano em média." 

Número de famílias em que todos estão desempregados caiu para metade

O ministro das Finanças também não esqueceu o mercado de trabalho. Segundo Mário Centeno, há "menos 90 mil famílias em que todos os seus membros ativos estão desempregados." Há três anos, "eram 180 mil famílias" nestas condições, garantiu o governante. Além disso, Centeno assegurou que "há menos 240 mil famílias que tenham no seu agregado um desempregado."


Centeno frisava os dados positivos sobre o mercado de trabalho, com o objetivo de mostrar que a economia continua a crescer a bom ritmo e que o emprego é mais estável. O ministro garantiu ainda que todo o "ganho de emprego obtido no primeiro trimestre deste ano foi com contratos permanentes."




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