Conjuntura Citigroup acredita que Portugal ainda vai ter de pedir perdão da dívida

Citigroup acredita que Portugal ainda vai ter de pedir perdão da dívida

Os analistas do banco, que prevê uma contracção de 4,6% para a economia portuguesa em 2013, antecipam mais um ano de “profunda recessão” para o país. A meta do défice será ultrapassada, desencadeando um pedido de prolongamento da ajuda. Além disso, tal como a Grécia, terá de pedir um perdão parcial da dívida, diz o Citigroup.
Citigroup acredita que Portugal ainda vai ter de pedir perdão da dívida
Hugo Paula 07 de janeiro de 2013 às 13:27

O Citigroup enuncia as perspectivas que tem para a economia portuguesa numa nota de comentário ao sector da banca na Europa. O ajustamento português “só agora começou” e ainda vai demorar “mais alguns anos completar”, refere a analista Giada Giani, em nota de análise a que o Negócios teve acesso.

 

O banco de investimento lembra que a redução do défice público equivale a 3,2% do Produto Interno Bruto  (PIB) previsto para 2013. O ano será de “recessão profunda”, lê-se na nota de análise.

 

“Antecipamos que Portugal deverá necessitar de ajuda externa adicional para o fim de 2013/início de 2014, quando termina o programa de ajuda externa". “Tal como na Grécia, isto deverá desencadear um pedido de perdão parcial da dívida pública de forma a limitar a exposição” das entidades oficiais (FMI, UE e Zona Euro) envolvidas no resgate a Portugal.

 

Em Outubro do ano passado, o Citigroup apontava para uma contracção do PIB português de 4,6% em 2012. Agora, esse valor foi substituído por um recuo de 3,3%. O Governo  aponta para uma quebra de 3% do PIB.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.