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Comissão espera que Portugal cresça mais este ano e menos em 2016

A Comissão Europeia espera um crescimento económico de Portugal ligeiramente mais rápido em 2015, antecipando agora uma variação homóloga do PIB de 1,7% (a anterior perspectiva era 1,6%). Contudo, em 2016 ocorre o oposto: a estimativa anterior era 0,1 pontos percentuais mais optimista. Bruxelas revê também em baixa o saldo externo e deixa avisos sobre os riscos de uma situação de instabilidade política.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 10:53
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A economia portuguesa mostra sinais de mais algum dinamismo. As Previsões de Outono, publicadas esta manhã, 5 de Novembro, pela Comissão Europeia, mostram algum optimismo por parte de Bruxelas. "Os indícios da recuperação económica de Portugal foram reforçados na primeira metade de 2015, quando o PIB real cresceu 1,6% face ao ano anterior", pode ler-se no documento comunitário.

Embora os indicadores de sentimento continuem em níveis elevados, indicadores de vendas do retalho evoluíram de forma mais débil, assim como a criação de emprego. "Olhando para o futuro, espera-se que o consumo privado cresce 2,6% em 2015 e a um ritmo mais moderado em 2016 e 2017, devido a pressões persistentes nas famílias para reduzirem a sua dívida."

Na segunda metade de 2015, espera-se ainda que o investimento desacelere, assim como a criação de postos de trabalho. No que diz respeito à vertente externa, a Comissão avisa que as exportações poderão desacelerar no futuro, devido a um enfraquecimento generalizado do comércio internacional e um recuo de alguns dos ganhos de quota de mercado. "O elevado conteúdo importado das exportações portuguesas está a complicar o ajustamento externo, particularmente num contexto de forte procura interna", refere Bruxelas. Aliás, a Comissão faz uma substancial revisão em baixa do saldo externo português para este ano, de 1,2% para 0,5% do PIB. Para 2017, há também mais pessimismo (1,4% vs. 0,5%). 

No total, as Previsões de Outono apontam para um crescimento homólogo do PIB de 1,7% este ano e em 2016. No primeiro caso, trata-se de uma revisão em alta, no segundo, de uma revisão em baixa. Os riscos para a actividade económica são "negativos", admite Bruxelas. "Uma implementação ineficaz de políticas para reduzir o fardo da dívida do sector privado podem prolongar esta desalavancagem activa. Além disso, um período mais longo de incerteza política podem prejudicar os negócios e a confiança dos consumidores", sublinha a Comissão. 
(Notícia actualizada às 11h45)
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