Conjuntura Confiança das famílias portuguesas atinge máximo de quatro anos (act)

Confiança das famílias portuguesas atinge máximo de quatro anos (act)

Portugueses continuam menos pessimistas sobre a evolução do desemprego e a situação económica do país. Os empresários também estão mais optimistas.
Confiança das famílias portuguesas atinge máximo de quatro anos (act)
Bloomberg
Nuno Carregueiro 27 de fevereiro de 2014 às 09:48

O indicador de confiança dos consumidores portugueses voltou a aumentar em Fevereiro, atingindo um novo máximo desde Janeiro de 2010, anunciou o Instituto Nacional de Estatística, dando conta que também os empresários estão mais optimistas.

 

A melhoria da confiança das famílias, que segundo o INE “reforçou o acentuado movimento ascendente observado desde o início de 2013”, ficou a dever-se sobretudo “ao contributo positivo das expectativas sobre a evolução do desemprego e da situação económica do país”.

 

Os portugueses mostraram-se também mais optimistas com situação financeira do agregado familiar. Em Janeiro o indicador de confiança estava em máximos de Abril de 2010, sendo que em Fevereiro deste ano subiu para -32,6 (em Janeiro situava-se em -36,7). O mínimo da série foi fixado em Dezembro de 2012 em 59,8. O máximo em 5,5 em Novembro de 1997.

 

O indicador de clima económico, que mede a confiança dos empresários, recuperou em Fevereiro, “mantendo o perfil positivo iniciado em Janeiro de 2013”, refere o INE, salientando que “desde Julho observaram-se aumentos dos indicadores de confiança em todos os sectores: Indústria Transformadora, Construção e Obras Públicas, Comércio e Serviços”. O indicador de clima passou de -0,8 em Janeiro para -0,6 em Fevereiro.

 

Esta melhoria nos indicadores de confiança das famílias e empresários surge depois da economia

O aumento do indicador de confiança dos consumidores em Fevereiro deveu-se ao contributo positivo das expectativas sobre a evolução do desemprego, da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, mais expressivo nos dois primeiros casos.

 
INE

portuguesa ter dado sinais de melhoria no ano passado, com o PIB a crescer 0,5% no quarto trimestre de 2013 face aos três meses anteriores e a registar o primeiro crescimento homólogo desde 2011.

 

A recuperação da economia portuguesa continua a ser sustentada pela evolução positiva das exportações, mas o consumo interno também deu sinais positivos no final do ano, recuperando das fortes quedas nos trimestres anteriores.

 

O relatório do INE mostra que o saldo das opiniões dos portugueses sobre a compra de bens duradouros reforçou o perfil positivo observado desde o início de 2013, registando o valor mais elevado desde Junho de 2008. “As expectativas relativas à compra destes bens recuperaram significativamente em Fevereiro, intensificando a trajectória crescente iniciada em Janeiro de 2013”, refere o INE. Entre os vários indicadores que dão conta de um reforço das compras de bens duradouros por parte das famílias portuguesas está a compra de automóveis, que aumentou 31,8% em Janeiro, na segunda maior subida da União Europeia.

 

Entre os empresários, o reforço da confiança foi mais expressivo nos serviços e comércio, e menos acentuado na construção e indústria transformadora. 

 

(notícia actualizada às 10h13 com mais informação)




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