Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Confiança dos consumidores em máximos de 2002

O indicador de confiança dos consumidores portugueses melhorou, em Fevereiro, atingindo um máximo de 2002. Já entre as empresas a confiança melhorou em todos os segmentos, com excepção nos serviços.

Bruno Simão/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2015 às 09:42
  • Partilhar artigo
  • 13
  • ...

O indicador de confiança das famílias portuguesas melhorou em Fevereiro, atingindo o nível mais elevado desde 2002, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

O indicador de confiança das famílias aumentou assim para -21,2 pontos, de acordo com a média móvel dos últimos três meses, "prolongando a acentuada tendência ascendente observada desde o início de 2013", realça o INE.

 

A contribuir para esta melhoria está a percepção das famílias de que as suas condições económicas e a situação do país vão melhorar. O inquérito do INE revela que os particulares acreditam que a sua situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses, bem como a situação económica do país, o desemprego vai baixas e a capacidade de poupança das famílias vai aumentar.

 

Entre as empresas a confiança também melhorou, com excepção do sector dos serviços, o que levou a que o indicador de clima económico, que agrega os indicadores referentes às diferentes actividades, estabilizasse nos 0,3 pontos.

 

O indicador de confiança da indústria transformadora melhorou para -5,9 pontos, com a percepção da procura actual e da produção nos próximos três meses a melhorarem.

 

No sector da construção e obras públicas o indicador aumentou para -41,1 pontos, numa altura em que as perspectivas sobre a carteira de encomendas actual e o emprego previsto para os próximos três meses aumentaram.

 

O indicador de confiança do comércio cresceu para 0,9 pontos, impulsionada pela melhoria verificada no comércio por grosso. Já a confiança no comércio a retalho estabilizou.

 

Os serviços contrariaram esta percepção de melhoria, com o indicador de confiança a diminuir para -2,2 pontos. Este sector admite que a actividade dos últimos três meses melhorou e prevê que a procura nos próximos meses aumente, mas a carteira de encomendas nos últimos três meses ditou uma queda na percepção desta actividade económica.

 

(Notícia actualizada às 10h12 com mais informação)

 

(Correcção: No segundo parágrafo onde se lia "O indicador de confiança das famílias recuou..." deve ler-se "O indicador de confiança das famílias aumentou...")

Ver comentários
Saber mais confiança consumidores empresas INE ocnjuntura
Outras Notícias