Conjuntura Consumidores mais confiantes, indústria menos

Consumidores mais confiantes, indústria menos

A confiança dos consumidores registada em Setembro é a mais elevada desde Junho de 2001 e continua em crescimento. Tal como nos serviços. Já a indústria, que estava no valor mais alto desde Abril de 2008, registou uma diminuição. O comércio também está menos optimista. E a construção manteve o nível de confiança em Setembro. O que leva o clima económico a estabilizar.
Consumidores mais confiantes, indústria menos
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 29 de setembro de 2015 às 10:10
A confiança em Portugal está a registar sentimentos distintos. Os consumidores são o grupo que está a registar uma subida no nível de optimismo face à evolução económica. De acordo com os dados do INE publicados esta terça-feira, 29 de Setembro, o indicador de confiança dos consumidores em Setembro subiu, mantendo a tendência desde o início de 2013. Está, mesmo, segundo o INE no valor mais elevado desde Junho de 2001.

Para esse crescimento da confiança contribuiu as perspectivas sobre a poupança e as expectativas sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar e da situação económica do país, "mais significativo no primeiro caso, uma vez que as expectativas relativas à evolução do desemprego contribuíram negativamente", acrescenta o INE, ainda que tenha apurado que "o saldo das perspectivas relativas à evolução do desemprego aumentou de forma ténue no mês de referência, suspendendo o perfil descendente iniciado em Janeiro de 2013, após ter atingido em Agosto o mínimo da série".

Uma subida na confiança registou-se também ao nível dos serviços, que subiu nos últimos dois meses, ainda que a valorização em Setembro seja considerada ténue. 

Mas se os consumidores e as empresas de serviços estão mais confiantes, o mesmo sentimento não foi registado na indústria e no comércio, ainda que na construção o indicador tenha estabilizado. 

A confiança da Indústria Transformadora "diminuiu de forma ténue em Setembro, devido ao contributo negativo de todas as componentes, perspectivas de produção, apreciações sobre os stocks de produtos acabados e relativas à procura global, mais intenso no último caso". A descida ligeira da confiança na indústria, segue-se a um período de subidas, que levou o indicador ao valor mais alto desde Abril de 2008 e suspendendo o perfil positivo registado desde Março de 2012.

No comércio, a confiança também diminuiu "ligeiramente" em Agosto e Setembro, "interrompendo a tendência ascendente iniciada em Fevereiro de 2012", em resultado do contributo negativo das expectativas da actividade e do volume de vendas.

Conjugando a indústria, os serviços, o comércio e a construção e obras públicas resulta num clima económico estabilizado em Setembro, o que acontece pelo segundo mês consecutivo.

As obras públicas e construção denotaram uma estabilização no indicador de confiança, devido à evolução positiva das perspetivas de emprego e da evolução negativa das opiniões sobre a carteira de encomendas.



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