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Costa: crescimento do PIB só excede expectativas de quem fez "previsões catastróficas"

De acordo com o primeiro-ministro, a estimativa do INE "confirma" as perspectivas do seu executivo, "com forte crescimento das exportações, aceleração da economia e, mais importante que tudo, com criação de emprego".

bloomberg
Lusa 15 de Novembro de 2016 às 19:07
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O primeiro-ministro considerou esta terça-feira, 15 de Novembro, "encorajadores" os mais recentes dados sobre o crescimento da economia portuguesa e afirmou que os resultados verificados no terceiro trimestre de 2016 só excedem a expectativa da corrente que fez previsões catastróficas.

António Costa falava aos jornalistas após ter estado reunido com o primeiro-ministro de Marrocos, Abdelilah Benkirane, à margem da conferência do clima de Marraquexe (COP22).

Segundo a estimativa rápida hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a economia portuguesa cresceu 1,6% no terceiro trimestre deste ano em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior, acima das previsões dos analistas.

De acordo com o primeiro-ministro, a estimativa do INE "confirma" as perspectivas do seu executivo, "com forte crescimento das exportações, aceleração da economia e, mais importante que tudo, com criação de emprego".

Questionado se estes resultados excedem a expectativa do executivo, António Costa contrapôs que "excedem sobretudo as expectativas de quem durante todo o ano andou a fazer previsões catastróficas". "Entendo que é um resultado encorajador e que o Governo tem ainda muito trabalho pela frente", declarou.

Ainda sobre a estimativa rápida hoje divulgada pelo INE em relação ao terceiro trimestre do ano, o primeiro-ministro referiu que o país "atravessou uma crise muito grande, teve uma enorme recessão e um enorme aumento do desemprego", razão pela qual "o esforço de recuperação será prolongado".

 

"Este resultado é encorajador, estimula a seguir em frente, mas há que continuar a trabalhar. Ninguém pode estar satisfeito com uma taxa de desemprego ainda acima dos 10 por cento, apesar de estarmos perante bons sinais e, como se vê, o país está a andar para a frente e não para trás", disse.

 

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