Conjuntura Crescimento da economia portuguesa estagna no segundo trimestre

Crescimento da economia portuguesa estagna no segundo trimestre

Economia continua estagnada. O PIB nacional terá crescido 0,8% em termos homólogos no segundo trimestre do ano, penalizado pelo consumo e investimento, e saindo abaixo das previsões dos analistas, revelou o INE.
Crescimento da economia portuguesa estagna no segundo trimestre
Miguel Baltazar
Rui Peres Jorge 12 de agosto de 2016 às 09:36

O crescimento nacional terá estagnado no segundo trimestre, revela a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística, divulgada na sexta-feira, dia 12 de Agosto. Segundo o instituto, o rendimento gerado em Portugal entre Abril e Junho terá aumentado 0,8% em termos homólogos e 0,2% face aos primeiros três meses do ano. Valores que sairam praticamente inalterados face aos registados nos primeiros três meses de 2016.

Em comparação com o arranque do ano, o INE explica que a economia foi penalizada por um menor dinamismo da procura interna, dando conta de "um crescimento menos intenso do consumo privado e uma redução mais expressiva do investimento". Ao contrário, as relações com o exterior deram um contributivo positivo: "a procura externa líquida [exportações subtraídas de importações] passou a ter um contributo ligeiramente positivo, refletindo a desaceleração mais acentuada das Importações de Bens e Serviços em comparação com a das Exportações de Bens e Serviços", lê-se na mesma nota.

Os valores avançados pelo instituto, que terão de ser confirmados mais para o final do mês, saíram abaixo das previsões dos economistas dos principais bancos portugueses, que apontavam para um crescimento homólogo na casa dos 1% e em cadeia em torno dos 0,5%.



A confirmarem-se estes valores, fica cada vez mais longe a longe da meta do Governo inscrita no Programa de Estabilidade de um crescimento anual de 1,8%. Comissão Europeia, FMI e OCDE apontam para bem menos: 1,5%, 1,4% e 1,2%, respectivamente. O mau desempenho da economia nacional acompanha o abrandamento da economia da Zona Euro que terá crescido 0,3% face ao primeiro trimestre, e 1,6% em termos homólogos, revelou o Eurostat. 

No primeiro trimestre a economia desacelerou em termos homólogos – tendo crescido 0,9% face ao primeiro trimestre de 2015 – e confirmou a quase estagnação da economia desde meados de 2015, com um avanço de 0,2% face ao último trimestre de 2014. Uma estagnação que se prolongou para o segundo trimestre do ano.

O crescimento foi explicado na totalidade pela contributo da procura interna, e em particular do consumo privado, que permitiu compensar a má conjuntura externa, explicou o INE na altura: "A procura externa líquida [exportações subtraídas de importações] registou um contributo negativo de 1,1 pontos percentuais para a variação homóloga do PIB (…) verificando-se uma desaceleração das Exportações de Bens e Serviços e das Importações de Bens e Serviços", lê-se na nota divulgada a 31 de Maio, que acrescenta que "O contributo da procura interna [consumo privado e publico e investimento] foi de 2,0 pontos percentuais, inferior ao observado no trimestre precedente devido à redução do Investimento, uma vez que o consumo privado acelerou e o consumo público manteve o ritmo de crescimento do trimestre anterior". 





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