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Crescimento da China: países desenvolvidos receiam, países em desenvolvimento apreciam

Os receios sobre o crescimento da China intensificam-se nos países mais ricos, mas a visão maioritária é que o desenvolvimento económico chinês é positivo, revela uma sondagem da "BBC World Service".

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 28 de Março de 2011 às 16:33
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O mundo tem uma visão positiva sobre a emergência da China como uma potência económica. No entanto, as perspectivas negativas sobre o maior poder chinês está a crescer nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

De acordo com uma sondagem a 28 mil pessoas de 27 países diferentes para a “BBC World Service”, há uma maior preocupação face ao crescente poder da China nos Estados Unidos, na França, no Canadá, na Alemanha e na Itália. É um receio que supera aquele que existia em 2005. 33% das nações ouvidas tem uma visão negativa da China.

A preocupação dos Estados Unidos da América emerge já que é dada como certa a sua “desclassificação” para segunda potência mundial, atrás da China. A PricewaterhouseCoopers, por exemplo, aponta 2018 como data para que essa alteração aconteça. Em relação ao comércio, 45% dos norte-americanos indica que o gigante asiático pratica comércio desleal, contra 24% com a opinião contrária.

Segundo a “BBC World Service”, no Reino Unido e no México, também aumentou o número de pessoas que não vê com “bons olhos” o crescimento chinês, embora ainda estejam em maioria aqueles que pensam que os números da China são um bom indicador.

“Não há dúvidas de que o crescimento da China, coincidente com um sentimento de estagnação e de paralisia entre as principais democracias ocidentais, é psicologicamente perturbador”, defendeu à BBC Tom Friedman, vencedor do Pullitzer, sobre a perda de poder dos países desenvolvidos face aos concorrentes, após a crise mundial.

Pelo contrário, 50% dos países representados tem uma perspectiva negativa. O pensamento positivo destaca-se nas economias em desenvolvimento, com a excepção do México. Por exemplo, na Nigéria, 82% acha que o poder da China é uma coisa positiva, e, no Quénia, 77% dos inquiridos tem a mesma opinião. Nos cinco países africanos sondados, a visão é sempre afirmativa.

A "BBC" aponta para este resultado entre os países de África pelo facto de a China criar emprego e infra-estruturas nos países do continente. A verdade é que a China tem olhado para África como um espaço para investir. O “The Guardian” falava, no início de Fevereiro, numa invasão económica daquele território por parte do gigante asiático na última década.

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