Conjuntura Dívida pública aumenta mil milhões em Agosto

Dívida pública aumenta mil milhões em Agosto

A dívida pública subiu pelo segundo mês consecutivo. O endividamento público fixou-se nos 249,3 mil milhões de euros.
Dívida pública aumenta mil milhões em Agosto
Bruno Colaço
Tiago Varzim 01 de outubro de 2018 às 11:30
A dívida pública voltou a aumentar em Agosto. O endividamento das administrações públicas subiu mil milhões de euros, situando-se nos 249,3 mil milhões de euros. Ainda assim, continua abaixo do máximo histórico alcançado em Maio quando a dívida pública superou novamente os 250 mil milhões de euros. 

"Em Agosto de 2018, a dívida pública situou-se em 249,3 mil milhões de euros, aumentando 1,0 mil milhões de euros relativamente ao final de Julho", adianta o Banco de Portugal esta segunda-feira, dia 1 de Outubro, justificando este aumento "essencialmente" com as emissões de títulos de dívida. Em Agosto, o IGCP fez uma dupla emissão de bilhetes do Tesouro - com prazo de três e 11 meses - tendo conseguido financiar-se em mil milhões de euros com juros ainda mais negativos.

Os depósitos das administrações públicas - a chamada almofada financeira - aumentaram 3,8 mil milhões de euros. Esse aumento foi parcialmente compensado pela queda da dívida pública líquida de depósitos que "registou um decréscimo de -2,8 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 224,9 mil milhões de euros", refere o Banco de Portugal. 
Em Julho, a dívida pública também tinha subido, após ter afundado em Junho. Naquele mês tinha sido o reforço da almofada financeira do IGCP, a agência que gere a dívida pública, a justificar a subida do endividamento público.

Recorde-se que, com uma série de revisões feitas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no crescimento económico dos últimos três anos, a dívida pública encerrou 2017 nos 124,8% do PIB, rácio inferior ao que anteriormente era estimado.

No primeiro semestre de 2018, a dívida pública fixou-se em 124,9% do PIB, ligeiramente acima do final do ano anterior. Tal deve-se à concentração da maior parte das idas ao mercado por parte do IGCP no início do ano para fazer face às necessidades de financiamento das administrações públicas. A meta do Governo passa por reduzir a dívida pública para os 122,2%.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI