Conjuntura Draghi: "Seria melhor termos primeiro uma discussão sobre reformas estruturais e depois sobre flexibilidade"

Draghi: "Seria melhor termos primeiro uma discussão sobre reformas estruturais e depois sobre flexibilidade"

Mario Draghi dedicou grande parte da conferência de imprensa de hoje a explicar o que quis dizer em Jackson Hole. "Reformas estruturais" foram as palavras mais repetidas.
Draghi: "Seria melhor termos primeiro uma discussão sobre reformas estruturais e depois sobre flexibilidade"
Reuters
Nuno Aguiar 04 de setembro de 2014 às 15:55

Primeiro façam as reformas e depois podemos falar sobre a flexibilidade que as regras orçamentais permitem. Foi mais ou menos esta a mensagem deixada pelo o presidente do Banco Central Europeu (BCE). Mário Draghi classificou o Pacto de Estabilidade e Crescimento como uma "âncora de confiança", mas voltou a dizer que a política orçamental tem de acompanhar a monetária para que a retoma da Zona Euro se concretize.

 

"Houve muitas interpretações sobre o que eu disse [em Jackson Hole], mas achei que fui muito claro", começou por dizer o banqueiro, em resposta às perguntas dos jornalistas. O presidente do BCE referiu que os Estados membros da Zona Euro não podem desperdiçar os esforços de consolidação orçamental que já fizeram, mas que o Pacto de Estabilidade e Crescimento tem margem para apoiar o financiamento de reformas estruturais, assim como estímulo à procura.

 

Draghi deu como exemplo uma descida de impostos que seja neutra do ponto de vista orçamental ou corte na despesa pública "menos produtiva".

 

"O que tentei dizer em Jackson Hole foi: é muito difícil atingir um objectivo de inflação próxima mas abaixo de 2% apenas com política monetária. É preciso crescimento, é preciso descer o desemprego, é preciso política orçamental, reformas estruturais... Não há nenhuma grande negociação. Cada um tem de fazer o seu trabalho", sublinhou, deixando novamente a questão: "Os nossos estímulos monetários serão eficazes sem reformas estruturais?"

 

Não há nenhuma grande negociação. Cada um tem de fazer o seu trabalho.
 
Mario Draghi

 

O banqueiro explicou que, do ponto de vista da confiança, "seria melhor termos primeiro uma discussão séria sobre as reformas estruturais e depois sobre a flexibilidade" que permitem as regras europeias. "É essa a ideia. Se houve sobreinterpretações ou subinterpretações do que disse não tenho responsabilidade."




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