Conjuntura Economia europeia desacelerou ainda mais no terceiro trimestre

Economia europeia desacelerou ainda mais no terceiro trimestre

O crescimento do PIB da Zona Euro no terceiro trimestre foi revisto em baixa de 1,7% para 1,6%. Este continua a ser o crescimento mais baixo em quatro anos.
Tiago Varzim 07 de dezembro de 2018 às 11:43

A economia europeia travou ainda mais no terceiro trimestre do que se previa anteriormente. Esta sexta-feira, 7 de Dezembro, o Eurostat reviu em baixa o crescimento do PIB da Zona Euro de 1,7% para 1,6%, a variação homóloga mais baixa desde o quarto trimestre de 2014.

O crescimento económico do conjunto dos Estados-membros da União Europeia também foi revisto em baixa de 1,9% para 1,8%. Tanto a Zona Euro como a União Europeia desaceleraram significativamente face ao crescimento do segundo trimestre: 2,2% e 2,1%, respectivamente.

Em cadeia, ou seja, de um trimestre para o seguinte, a economia da Zona Euro cresceu 0,2%, o menor crescimento em cadeia desde o segundo trimestre de 2014. Já o conjunto dos Estados-membros cresceu 0,3%. 

Esta revisão em baixa deve-se à inclusão de mais países do que nas primeiras estimativas e também à contracção de 0,1%, em cadeia, registada pela economia italiana, sendo que anteriormente estimava-se uma estagnação. Recorde-se que a economia alemã contraiu 0,2% em cadeia.

No caso de Portugal, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que o PIB desacelerou para 2,1%, em termos homólogos, e 0,3%, em cadeia (do segundo para o terceiro trimestre). Este foi o pior crescimento homólogo desde o segundo trimestre de 2016. 

Nos países fora da Zona Euro, destaca-se pela negativa a Suécia que registou uma contracção em cadeia de 0,2%, desacelerando de um crescimento homólogo de 2,6% no segundo trimestre para 1,7% no terceiro trimestre. 

De acordo com os dados do Eurostat, o PIB da Zona Euro registou um contributo menos positivo do investimento no terceiro trimestre, em comparação com o segundo trimestre. Além disso, o contributo da procura externa líquida (exportações descontadas das importações) passou de ligeiramente positivo para significativamente negativo. Já os inventários aumentaram o seu contributo.




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