Conjuntura Efeito da austeridade no consumo conduz economia francesa a estagnação inesperada

Efeito da austeridade no consumo conduz economia francesa a estagnação inesperada

Menos carros adquiridos. Menos tabaco comprado. Foi a resposta dos consumidores franceses aos aumentos de impostos e preços no início do ano. A Procura interna contribuiu negativamente para actividade económica em França no primeiro trimestre, tal como a balança comercial. PIB estagnou, e ficou aquém do previsto pelos economistas.
Efeito da austeridade no consumo conduz economia francesa a estagnação inesperada
Reuters
Diogo Cavaleiro 15 de maio de 2014 às 07:57

A economia francesa estagnou no início de 2014. O produto interno bruto gaulês apresentou uma variação nula nos primeiros três meses do ano em relação ao trimestre anterior, o que mostra um abrandamento já que a economia francesa tinha aí registado "um pequeno aumento" de 0,4%.

 

A ausência de variação contraria a estimativa média dos analistas compilados pela Bloomberg de um crescimento económico de 0,1% nos primeiros três meses do ano.

 

Segundo os dados revelados pelo gabinete de estatística francês Insee, "a procura interna caiu e contribuiu negativamente para a actividade". A Bloomberg refere que a austeridade terá tido um impacto na procura interna, já que a política de austeridade mantém-se em força no país. Isso mesmo é espelhado nas contas divulgadas.

 

A compra de carros deslizou depois de um "dinâmico" quarto trimestre, já que as famílias anteciparam a subida dos impostos sobre a aquisição de carros a 1 de Janeiro. Além disso, o tabaco também registou uma quebra, depois do aumento de preços no início do ano.

 

Do mesmo lado, a balança comercial também teve um efeito negativo na economia liderada por François Hollande. As importações aceleraram, enquanto as exportações abrandaram.

 

A economia francesa estagnou no mesmo período em que o PIB alemão cresceu mais do que o esperado. Esta quinta-feira, será ainda divulgado o crescimento esperado para a Zona Euro, sendo que a expectativa dos economistas é que o avanço do PIB agregado seja de 0,4% nos primeiros três meses do ano.

 




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