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Economia portuguesa cresce 1,4% no arranque de 2015

É a maior taxa de crescimento desde o final de 2013. O PIB português avançou 1,4% no primeiro trimestre deste ano, confirmando as previsões mais conservadoras. Economia pode ainda abrandar ao longo do ano.

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O produto interno bruto (PIB) registou uma variação de 1,4% entre Janeiro e Março deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2014, revelam os números publicados hoje, 13 de Maio, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os economistas esperavam um valor entre 1,4% e 2,1%.

 

Segundo o INE, este crescimento deve-se a um abrandamento das importações (influenciado pela descida do preço do petróleo) e a uma aceleração das exportações. Ou seja, a procura externa líquida volta a dar um contributo positivo ao PIB, assim como a procura interna, embora esta última tenha tido um impacto menos significativo, devido a uma redução dos stocks das empresas.

 

"A procura interna apresentou um contributo positivo menos significativo no primeiro trimestre, em termos homólogos, devido ao acentuado contributo negativo da Variação de Existências [stocks]. No entanto, em termos da variação face ao trimestre anterior, o crescimento do PIB traduziu o contributo positivo da procura interna", pode ler-se na nota do INE.

 

Este resultado coincide com as estimativas mais conservadoras dos economistas. Apenas o BPI acertou no resultado, prevendo também uma variação homóloga der 1,4%. O Montepio esperava 1,7% e o Núcleo de Estudos sobre a Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica 2,1%.

 

Citados pela Lusa, os analistas justificavam estas previsões com a recuperação da procura interna, graças à aceleração do consumo privado. Os dados do INE mostram um crescimento relativamente conservador, empurrado isso sim por um contributo mais relevante da procura externa.

 

No que diz respeito a variações em cadeia, o PIB cresceu 0,4% em comparação com o trimestre anterior. Mais uma vez próximo das estimativas de BPI e Montepio (0,4% e 0,5%), mas longe do BBVA e do NECEP (0,9% e 1%).

 

Apesar do seu optimismo para o trimestre, o BBVA esperava uma desaceleração da economia ao longo do resto do ano.

 

Mais rápido que a Zona Euro, em linha com a União Europeia

 

O crescimento de 1,4% do PIB português no primeiro trimestre é maior do que na média na Zona Euro, cuja economia avançou 1% em termos homólogos. Portugal teve melhor resultado do que Alemanha, Itália, França ou Grécia, embora tenha ficado ainda longe de economias que já arrancaram definitivamente, como Espanha, Holanda ou Eslováquia (todas cresceram acima de 2,5%). Na comparação com a União Europeia, Portugal regista o mesmo crescimento homólogo. Também os 28 países da UE viram o seu PIB reforçado em 1,4%. 

 

Entre os motores da economia europeia, o destaque vai para o abrandamento da Alemanha que cresce "apenas" 1% nos primeiros três meses deste ano, enquanto França se afasta da estagnação e vê a sua economia avançar 0,7%. Itália tem também boas notícias relativas, ao abandonar as variações negativas do PIB (0%), mas o país que tem mais motivos para sorrir é Espanha, com uma aceleração para os 2,6%. 

 

(Notícia actualizada às 9h50)

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