Conjuntura Economistas reveem em alta crescimento de Portugal no 2.º trimestre

Economistas reveem em alta crescimento de Portugal no 2.º trimestre

Apesar de anteciparem um crescimento maior do que anteriormente, os economistas consultados pela Bloomberg continuam a antever uma desaceleração no segundo trimestre.
Economistas reveem em alta crescimento de Portugal no 2.º trimestre
Tiago Varzim 06 de agosto de 2019 às 19:11
Os economistas consultados pela Bloomberg reviram em alta o crescimento do PIB português no segundo trimestre de 1,5% para 1,6%, de acordo com a informação divulgada esta terça-feira, 6 de agosto, pela agência financeira.

Apesar dessa revisão em alta, a confirmar-se o crescimento de 1,6%, representa uma desaceleração face ao primeiro trimestre. De janeiro a março, o PIB cresceu 1,8%, acelerando face ao quarto trimestre de 2018.

É a 14 de agosto, na próxima quarta-feira, que o INE publica a primeira estimativa para a evolução do PIB no segundo trimestre. Para já, conhece-se o número estimado pelo Eurostat para o conjunto da Zona Euro: a economia europeia cresceu 1,1%, o pior em mais de cinco anos. Este valor representou também uma travagem face aos 1,2% registados no primeiro trimestre.

Já os 28 Estados-membros da União Europeia cresceram 1,3% no segundo trimestre, também em desaceleração face aos 1,6% do primeiro trimestre. Tanto a Zona Euro como o conjunto da UE cresceu 0,2% em cadeia, ou seja, em relação ao trimestre anterior.

Quanto a Portugal, a previsão de 1,6% para o segundo trimestre coincide com a dos economistas do BBVA. O banco espanhol prevê que o consumo privado continue "positivo" e que o investimento passe por um "ajuste generalizado", "após o forte aumento no trimestre anterior". 

Contudo, a maior parte das instituições prevê uma manutenção da expansão económica: os economistas do ISEG, do Fórum para a Competitividade e da Universidade Católica antecipam um crescimento de 1,8%, o que a confirmar-se representaria uma estabilização do crescimento económico em Portugal numa altura em que as principais economias da Zona Euro estão a travar. 

Mas há quem seja mais otimista, como é o caso do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que sugeriu que o crescimento pudesse surpreender pela positiva. "Os dados que já temos disponíveis antecipam um comportamento dinâmico e provavelmente até uma aceleração, relativamente ao trimestre anterior", disse, em julho, citado pela Lusa. Siza Vieira referiu os dados do emprego, da coleta de impostos, do turismo e do investimento como razões para acreditar nesse cenário.

Para o conjunto do ano, os economistas consultados pela Bloomberg antecipam que a economia portuguesa vá crescer 1,6%, abaixo dos 1,9% previstos pelo Governo.



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