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Economistas voltam a cortar previsões para o crescimento de Portugal

Novas estimativas apontam para um crescimento do PIB de apenas 1%. Já a taxa de desemprego deverá descer mais do que o antecipado anteriormente.

Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Setembro de 2016 às 09:45
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O produto interno bruto (PIB) de Portugal deverá crescer 1% este ano, de acordo com as estimativas dos economistas internacionais que participam no inquérito regular conduzida pela agência Bloomberg.

 

Esta nova previsão, que está alinhada com as estimativas mais baixas de várias instituições, representa um corte, já que na anterior sondagem a média das estimativas apontava para um crescimento de 1,2% da economia portuguesa este ano.

 

As estimativas para o próximo ano também foram revistas em baixa, com os 22 economistas que participaram no inquérito a apontarem agora para um crescimento de 1,2% em 2017, abaixo dos 1,5% anteriores.

 

Têm sido várias as organizações a rever em baixa as suas previsões para a economia portuguesa nos meses mais recentes. A última foi o Conselho de Finanças Públicas, que projectou um crescimento do PIB de 1% este ano e 1,3% em 2017, abaixo da anterior previsão de crescimento de 1,7% nos dois anos.   

 

Além dos economistas consultados pela Bloomberg e do CPF, também outras entidades (como o Montepio e a Comissão Europeia) apontam para um crescimento de 1% no PIB de Portugal este ano.

 

Os economistas consultados pela Bloomberg também avançam com projecções para a evolução trimestral do PIB, sendo que neste caso as estimativas também foram revistas em baixa. A economia portuguesa deverá registar um crescimento em cadeia de 0,2% no terceiro trimestre e 0,3% nos últimos três meses do ano, o que traduz uma revisão em baixa de uma décima.

 

O PIB de Portugal cresceu 0,9% no primeiro trimestre (em termos homólogos) e repetiu o desempenho no segundo trimestre, prolongando a tendência de abrandamento da economia que se começou a notar na última metade de 2015.

 

As previsões para a inflação ficaram praticamente inalteradas (0,6% em 2016 e 1,1% em 2017), mas as estimativas para o desemprego são agora mais favoráveis.

 

A média das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg aponta para uma taxa de desemprego de 11,4% este ano e 10,8% em 2017, uma melhoria de quatro e três décimas, respectivamente.

Quanto à evolução dos juros da dívida pública portuguesa a 10 anos, os mesmos economistas apontam para uma evolução crescente. A "yield" das obrigações do Tesouro deverá situar-se nos 3,06% no terceiro trimestre e 3,11% no quarto trimestre. Nos primeiros três meses do ano deverá esta em 3,38%, para chegar ao terceiro trimestre nos 3,65%. 

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