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Empresas esperam exportar mais 4,9% este ano, mas ficam aquém do pré-pandemia

As perspetivas das empresas para as exportações de bens em 2021 melhoraram face a 2020.

Em outubro de 2020, as importações caíram cinco vezes mais do que as exportações, em termos homólogos.
Pedro Elias
Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 11 de Janeiro de 2021 às 11:07
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As empresas em Portugal esperam aumentar as suas exportações de bens em 4,9% este ano. Esta perspetiva representa uma melhoria da confiança face a 2020 mas, a concretizar-se, o nível de vendas ao exterior vai continuar ainda 12,8% abaixo dos valores pré-pandemia. Os dados foram revelados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados do INE são calculados com valores nominais, ou seja, não têm em conta a variação dos preços, e reportam-se ao inquérito realizado em novembro. Mas ainda assim permitem perceber uma melhoria significativa das perspetivas face ao inquérito e ao ano anterior. Para 2020, a expectativa dos empresários era a de uma quebra nominal nas exportações de bens de 13%.

Agora, antecipam uma subida de 4,4% das exportações para os mercados fora da União Europeia, e de 5,2% para os países comunitários – que representam a grande fatia das vendas portuguesas lá fora. 

Por grandes categorias, verifica-se que as melhores expectativas não correspondem à recuperação dos setores onde anteriormente, em 2020, as perspetivas eram mais pessimistas.

Agora, há maior otimismo quanto às exportações de máquinas e outros bens de capital (exceto o material de transporte) e os seus acessórios, com a antecipação de um aumento de 5,5%. De seguida, espera-se uma subida de 5,1% nos fornecimentos industriais. E só em terceiro lugar surge o material de transporte, que deverá subir 4,7%.

Mas no inquérito anterior o pessimismo era particularmente marcado no que diz respeito à venda de material de transporte, categoria em que se antecipava uma queda de 20,3% para 2020. Depois, esperava-se uma redução de 11,7% das exportações de bens de consumo e em terceiro lugar, uma redução de 11,5% nos fornecimentos industriais.

(Notícia atualizada às 11:21 com mais informação)

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