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Endividamento da economia desce ligeiramente para 761,3 mil milhões

O endividamento total do setor não financeiro desceu 1,2 mil milhões de euros, com uma redução da dívida no setor público que foi quase anulada pela subida no privado.

O Ministério das Finanças, liderado por João Leão, decidiu rever as condições dos certificados do tesouro. Nova remuneração cai de 1,39% para 1%, a sete anos.
Nuno Fox/Lusa
Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 21 de Setembro de 2021 às 11:23
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O endividamento total da economia, excluindo o setor financeiro, baixou ligeiramente para 761,3 mil milhões de euros, em julho. Os dados foram revelados esta terça-feira, 21 de setembro, pelo Banco de Portugal.

O endividamento total baixou 1,2 mil milhões de euros, à boleia do setor público não financeiro, cujo endividamento baixou 3,2 mil milhões de euros. Porém, este recuo foi quase anulado pela subida do endividamento no setor privado não financeiro, em dois mil milhões de euros.

Em julho, o setor público respondia assim por um endividamento de 347,3 mil milhões de euros, e o privado por 414 mil milhões de euros. O Banco de Portugal explica que a redução do endividamento público fez-se sobretudo em relação ao exterior, enquanto no caso do setor privado houve recurso a fontes externas e internas.

Grandes empresas com mais dívidas
Segundo o banco central, o aumento do endividamento no setor privado foi transversal a todas as dimensões das empresas, mas foi mais acentuado junto das grandes. Por setor de atividade, "no final de julho de 2021, as empresas do comércio e das indústrias eram as que mais contribuíam para o endividamento das empresas privadas", adianta ainda a organização liderada por Mário Centeno.

O endividamento do comércio representava 17,6% e o das indústrias 17,1% do total. Seguiam-se as empresas dos setores das atividades imobiliárias (11,7%) e da eletricidade, gás e água (10,2%).

A taxa variação anual do investimento acelerou em julho para 1,8% face ao mesmo mês de 2020, quando em junho tinha sido de 1,6%. 
No universo das famílias, a taxa de endividamento também aumentou, tendo ficado em 2,8% em julho, depois dos 2,7% de junho.
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