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Endividamento da economia sobe para 764,5 mil milhões de euros em setembro

O endividamento da economia, excluindo apenas as instituições financeiras, aumentou 600 milhões de euros em setembro, quando comparado com agosto. Só os particulares aumentaram as dívidas em 3,1%.

Mariline Alves
Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 22 de Novembro de 2021 às 11:34
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O endividamento da economia aumentou em setembro 600 milhões de euros, para 764,5 mil milhões. Em termos absolutos, este não é o valor máximo alguma vez atingido pela economia portuguesa, mas fica bastante perto, mostram os dados publicados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

Em setembro, a economia portuguesa, excluindo apenas as instituições financeiras, devia 764,5 mil milhões de euros, mais 600 milhões de euros do que em agosto. O recorde histórico foi atingido em junho deste ano, quando a economia devia 765,3 mil milhões de euros.

Os dados do Banco de Portugal mostram que a subida do endividamento verificada em setembro ficou a dever-se ao setor privado. As empresas e os particulares aumentaram o seu endividamento em dois mil milhões de euros, para 419,4 mil milhões. As empresas subiram o endividamento em 1,3 mil milhões, tendo-se financiado sobretudo no exterior, enquanto os particulares reforçaram em 600 milhões, tendo recorrido ao setor financeiro.

O Banco de Portugal adianta que o endividamento dos particulares aumentou 3,1% em setembro, face ao mês homólogo, recuperando a tendência de aceleração do endividamento que se verificava desde março. Olhando apenas para as empresas privadas, o aumento homólogo foi de 1,8%.

Já o setor público diminuiu o seu endividamento em 1,4 mil milhões de euros para 345,1 mil milhões de euros. "Esta redução resultou, sobretudo, da diminuição do endividamento junto do exterior (3,8 mil milhões de euros), que foi parcialmente compensada pelo crescimento do endividamento face ao setor financeiro e às próprias administrações públicas (1,6 e 1,0 mil milhões de euros, respetivamente)", explica o Banco de Portugal.


Comparando o endividamento com o PIB, verifica-se que no terceiro trimestre houve um ligeiro alívio do rácio. "O endividamento do setor não financeiro diminuiu de 373,4% para 369,9% do PIB, impulsionado pela redução do endividamento do setor público, que desceu de 170,6% para 167,0% do PIB", assinala o banco central. "O endividamento do setor privado praticamente não se alterou: subiu de 202,8% para 202,9% do PIB", adianta ainda.

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