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Eurostat: Antigas regras de cálculo do PIB já incluíam prostituição, economia paralela e tráfico de droga

O Eurostat esclareceu hoje que as regras de cálculo de contas nacionais já incluem actividades como a prostituição, a economia paralela ou o tráfico de droga e que as novas alterações não trarão alterações na contabilização destes sectores.

Pedro Elias/Negócios
Lusa 13 de Junho de 2014 às 15:14
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"Ao contrário do que tem sido noticiado, não é verdade que existam novas regras europeias que exijam aos países a inclusão da prostituição e do tráfico de droga no cálculo do seu PIB. O facto é que essas regras estatísticas já estão em prática há vários anos, tanto a nível europeu como a nível internacional", afirma o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, numa nota enviada à imprensa.

 

O Eurostat salienta que "a única mudança recente" foi um acordo "entre os Estados-membros para afinarem o modo de incluir esta informação nos dados nacionais do PIB, para assegurar maior consistência e coerência".

 

"Contudo, a abrangência do que deve ser incluído não se alterou, prostituição e tráfico de droga - tal como qualquer outra actividade ilegal baseada em transacções voluntárias - já fazem parte das regras há vários anos", refere a instituição.

 

O Eurostat frisa que a medição do PIB de um país deve incluir "toda a actividade económica", tanto "as actividades declaradas como não declaradas", de maneira "a existir uma informação precisa e completa do valor de produção e consumo num dado período".

 

"Os padrões internacionais das Nações Unidas exigem que as estimativas sobre a economia não declarada sejam incluídas no cálculo do PIB, incluindo actividades ilegais, economia paralela, etc. Esta mudança no sistema europeu decorre em consonância com as recentes alterações também feitas a nível internacional e para assegurar que as contas nacionais reflectem melhor a natureza actual da economia", pode ler-se.

 

O gabinete de estatísticas comunitário lembra que as novas alterações, que entram em vigor a partir de Setembro, implicam que os Estados-membros reportem "as suas contas nacionais com base no novo livro de regras (ESA2010)" e que, "entre outras alterações metodológicas, estão o facto de a investigação e desenvolvimento passar agora a ser um sector considerado como investimento e não despesa, tal como os gastos militares, havendo ainda uma análise mais detalhada dos sistemas de pensões".

 

"Existem novas regras metodológicas a aplicar no cálculo de contas nacionais, mas estas não incluem nenhuma mudança relativamente ao impacto de actividades ilegais no PIB", conclui o Eurostat.

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