Exportações aceleram 16% em abril, o maior aumento desde meados de 2024
Défice da balança comercial aliviou ligeiramente face ao mesmo período do ano passado. Excluindo as encomendas, os aumentos são ainda mais expressivos. Vendas ao exterior foram reforçadas para os principais mercados.
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As exportações de bens aumentaram em abril 16% face ao mesmo mês do ano passado e as importações subiram 9%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira, 9 de junho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). "Em abril de 2026, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, +15,5% e +8,9% (+11,0% e +12,3%, pela mesma ordem, em março de 2026)", refere a autoridade estatística.
O INE revela que, se forem excluídas as transações sem transferência de propriedade (TTE) os aumentos "são ainda mais expressivos" em ambos os fluxos. "Quando excluídas as TTE, ou seja, as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade), o acréscimo das exportações foi superior", de 16,9% face ao período homólogo (14,9% no mês anterior).
Em todo o caso, o aumento das vendas ao exterior é o mais expressivo desde julho de 2024, quando a variação homóloga ultrapassou os 23%.
Por outro lado, "excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 14,3% (após +10,0%, em março), em resultado do aumento das transações desta categoria de produtos em abril (+32,0% face ao período homólogo), essencialmente devido ao aumento de preço (+30,2%), uma vez que em volume apenas se registou uma subida de 1,4%", o que se explica pelo impacto da guerra no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás natural consumidores em todo o mundo.
De resto, o INE explica que "em abril de 2026, os índices de valor unitário (preços) das exportações registaram uma variação positiva de +3,2% (+0,4% em março; -1,7% em abril de 2025), mantendo a trajetória de crescimento iniciada no mês passado." Se forem excluídos os produtos petrolíferos, e pelas razões já apontadas, a "variação foi de 1,3% (variação nula no mês anterior e -0,5% em abril de 2025)."
Em termos acumulados no ano, as exportações diminuíram 1,4% até abril deste ano, em termos homólogos (+3,9% no mesmo período de 2025).
Analisando os principais parceiros das exportações nacionais (com referência a 2025), o INE destaca, em abril de 2026, os acréscimos das exportações para Espanha (+11,1%), França (+12,5%) e Alemanha (+12,0%)".
Tendo em conta as importações, registou-se em abril um aumento de 8,9% face ao período homólogo, abrandando face aos 12,3% de março. Se excluídas as TTE, o INE aponta um "decréscimo significativo, pelo que, quando excluído este tipo de movimentos, as importações registaram um crescimento mais acentuado, de 15,3%."
Face ao mês anterior, as importações diminuíram 1,5% em abril (16,4% em março de 2026) e se excluídas as TTE, a variação foi idêntica ao mês anterior (16,4%).
Até ao mês de abril, as importações aumentaram 4,7% em termos homólogos (6% no mesmo período de 2025).
Em abril deste ano, o défice da balança comercial de bens atingiu 2 883 milhões de euros, "o que representa desagravamentos de 149 milhões quando comparado com abril de 2025 e de 24 milhões face ao mês anterior." Em termos acumulados no ano, o défice da balança comercial de bens atingiu 11.431 milhões de euros, "refletindo um agravamento de 2.104 milhões em termos homólogos."
Notícia atualizada às 11:45 com mais dados