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Exportações de bens têm pior crescimento desde 2009

As exportações portuguesas de bens não tiveram um bom 2014, tendo registado um crescimento de 1,9%, a variação mais baixa desde 2009. É também a primeira vez em seis anos que crescem menos que as importações (3,2%).

Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 12:17
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Apesar do final de ano forte, a venda de bens ao exterior desiludiu em 2014. O crescimento homólogo de 1,9%  é o mais baixo desde 2009 e segue a tendência dos últimos cinco anos, com desacelerações consecutivas das saídas de produtos. Os números publicados segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, entre 2010 e 2014, observaram-se as seguintes variações homólogas das exportações: 17,6%, 14,9%, 5,6%, 4,5% e 1,9%.

 

Depois de as saídas de bens terem afundado 18,4% em 2009 na sequência da crise financeira de 2008, Portugal assistiu a uma recuperação forte nos dois anos seguintes, com crescimentos acima dos dois dígitos. Em 2012 e 2013 houve lugar a um arrefecimento significativo, mas ainda com variações fortes. Em 2014, as exportações voltam a desacelerar.

 

"No conjunto do ano de 2014 as exportações de bens aumentaram 1,9% comparativamente ao ano anterior, o que representa uma desaceleração do crescimento face a 2013 (+4,5%)", escrevem os técnicos do INE na publicação desta manhã. Nas importações, assistimos ao caminho inverso, com uma recuperação face ao ano anterior. "As importações de bens, que registaram em 2013 um acréscimo de 0,9%, aumentaram 3,2% no conjunto do ano de 2014."

 

É também preciso recuar até 2008 para encontrar um ano em que o crescimento das importações tenha superado as exportações como aconteceu em 2014. Se excluirmos os combustíveis destas contas, as exportações crescem 4,3% em 2014 e as importações 6%. 

 

Os dois movimentos em sentido contrário tiveram como resultado um novo agravamento do défice da balança comercial. Mais 925,8 milhões de euros em comparação com 2013, o que o fixa nos 10.565,3 milhões de euros e coloca a taxa de cobertura nos 82% (menos 1,1 pontos que no ano anterior).

 

No Orçamento do Estado para 2014, o Governo português esperava um crescimento de 5% das exportações de bens e serviços (ou seja, a previsão contava também com o Turismo, por exemplo). Em Setembro deste ano, essa estimativa já tinha revista em baixa para 3,7%. Para 2015, o Executivo antecipa que as vendas ao exterior avancem 4,7%.

 

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