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Exportações recuperam em novembro e défice comercial volta a baixar

Excluíndo combustíveis as vendas de mercadorias ao exterior subiram em novembro, mês em que as compras de produtos voltaram a registar uma evolução mais negativa, o que resultou numa melhoria no défice comercial.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Janeiro de 2021 às 11:28
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As exportações de bens baixaram 0,4% em novembro, mantendo a toada de recuperação registada desde o verão. A descida ligeira de novembro compara com a queda de 2,3% de outubro e a subida de 0,2% de setembro (único mês desde o início da pandemia com variação positiva).

 

Já as importações desceram de forma mais acentuada, o que permitiu uma nova descida no défice da balança comercial. As compras de bens ao estrangeiro desceram 12,1% em novembro, o que representa a queda mensal mais forte desde julho.  

 

Retirando os combustíveis da análise, as exportações registaram mesmo a melhor variação mensal de 2020, com um crescimento de 2,7% para quase 5 mil milhões de euros. Já as importações sem combustíveis caíram 4,9%.

 

Tendo em conta esta evolução, o défice da balança comercial de bens diminuiu 820 milhões de euros face ao mês homólogo de 2019, atingindo 888 milhões de euros em novembro de 2020.  

Este défice comercial mensal é o segundo mais baixo de 2020, tendo sido apenas mais reduzido em julho (794 milhões de euros). Em todos os meses de 2019 (e alguns do ano passado), o défice comercial mensal foi sempre superior a mil milhões de euros.

 

Três meses acima de 5 mil milhões

 

A confirmar que as empresas exportadoras estão a mostrar resistência face ao impacto da pandemia, novembro foi o terceiro mês seguido em que o volume de bens vendido ao exterior superou os 5 mil milhões de euros. Tal não tinha ainda acontecido no ano passado e também não se verificou em 2019.

 

No contributo para a evolução em novembro o INE destaca os decréscimos nas exportações e nas importações de combustíveis e lubrificantes (-42,9% e -47,5%, respetivamente) e nas importações de material de transporte (-35,3%), sobretudo aviões.

 

No que diz respeito às trocas comercias com os principais parceiros, as exportações caíram 7,9% para a Alemanha, 26,3% para Angola e 11,7% para os EUA. Pela positiva subiram 3% para Espanha, que continua de longe a ser o principal destino das exportações portuguesas.

 

Nas importações, Portugal comprou menos 0,9% a Espanha, 18,2% à Alemanha e 34,4% a França. Variações positivas só nas importações dos Países Baixos, Reino Unido e Rússia.


 

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