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Exportações travam a fundo em 2018. Défice comercial dispara

As exportações de bens cresceram menos do que as importações de bens em 2018. O défice comercial disparou 18% num só ano.

Bruno Simão
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 08 de Fevereiro de 2019 às 11:02
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As exportações de bens aumentaram 5,3% em 2018, travando face ao ano anterior. As importações de bens aumentaram a um ritmo superior (+8%), engordando o défice comercial em 2,7 mil milhões de euros. Os dados foram publicados esta sexta-feira, 8 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

"No conjunto do ano de 2018 as exportações e as importações de bens aumentaram respetivamente 5,3% e 8% (+10,0% e +13,1% em 2017), tendo o défice da balança comercial de bens aumentado 2.670 milhões de euros", adianta o gabinete de estatísticas no destaque divulgado hoje, assinalando que "excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações e as importações cresceram respetivamente 5,5% e 7,6% em 2018 (+8,9% e +11,4% em 2017)".

As exportações estão a crescer menos do que as importações há três anos consecutivos (ver gráfico), o que se tem traduzido num aumento do défice comercial durante a atual legislatura. Este efeito é mais intenso porque o montante de importações é superior ao das exportações (75 mil milhões face a 57,9 mil milhões, respetivamente). 


Esta evolução das vendas e compras ao exterior de bens levou o défice comercial a disparar 18% face a 2017 e a atingir um máximo de 2010. Ao todo, a diferença entre as exportações e as importações de bens foi de 17,1 mil milhões de euros. É preciso recuar oito anos para encontrar um valor superior (21,3 mil milhões de euros em 2010).


Recorde-se que estes dados não estão deflacionados, ou seja, não descontam o efeito da variação dos preços dos bens. Além disso, estes dados referem-se apenas ao comércio internacional de bens, do qual ficam excluídos os serviços (onde se inclui o excedente comercial do turismo).

Exportações recuperam em dezembro
Depois da queda das exportações devido à greve dos estivadores em novembro, as vendas ao exterior voltaram a acelerar. Considerando apenas o mês de dezembro, o INE revela que as exportações subiram 7,3%. 

O que prejudicou novembro beneficiou dezembro. O atraso das vendas de carros ao exterior resolveu-se em dezembro, tendo as exportações de material de transporte - "maioritariamente de automóveis para transporte de passageiros" - aumentado 26,8% face ao mês homólogo. 

O mesmo aconteceu do lado das compras ao exterior. "As importações aumentaram 7,5% com o material de transporte a registar um aumento de 22%, em resultado principalmente da aquisição de outro material de transporte e Partes, peças separadas e acessórios (maioritariamente aviões e suas partes)", adianta o gabinete de estatísticas. 

No entanto, também houve um efeito de calendário nesta comparação com dezembro de 2017 uma vez que o último mês do ano passado teve mais dois dias úteis. 

(Notícia atualizado pela última vez 11h34) 
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