Conjuntura Ferraz da Costa: Degradação da competitividade externa é o principal problema da economia portuguesa

Ferraz da Costa: Degradação da competitividade externa é o principal problema da economia portuguesa

O presidente do Fórum para a Competitividade, Pedro Ferraz da Costa, considerou hoje que o principal problema com que Portugal se confronta é o da degradação acentuada da competitividade externa da economia.
Ferraz da Costa: Degradação da competitividade externa é o principal problema da economia portuguesa
Lusa 22 de maio de 2013 às 10:58

"O nosso principal problema é a degradação acentuada da competitividade externa da economia portuguesa" e "é nos índices internacionais de competitividade que é mais fácil verificar o que recuámos", disse Ferraz da Costa no seminário "IDE em Portugal- Atrair Capitais Para Criar Emprego" que decorre no Centro de Congressos de Lisboa.

 

Em 2000, Portugal ocupava o 22º lugar do ranking 'World Economic Forum', em 2004 desceu para a 24º posição e depois desse ano foi ultrapassado em média por três países por ano, situando-se no 49º lugar em 2012.

 

Segundo Ferraz da Costa, Portugal perdeu 27 lugares num "indicador com grande visibilidade, de forma regular, apesar de alguns esforços conseguidos em melhorar neste indicador.

 

O economista disse que o Governo tem centrado, "e bem", a sua acção nos "enormes" desequilíbrios macroeconómicos do país, nomeadamente o défice orçamental e o défice comercial e da balança corrente mas, agora, o desafio coloca-se ao nível da melhoria da competitividade da economia portuguesa para que possam ser assegurados novos empregos.

 

Ferraz da Costa defendeu a reorientação das empresas para a exportação e a atracção do investimento directo estrangeiro.

 

"É urgente que se possa concentrar agora em contribuir para criar um sector exportador competitivo", acrescentou.

 

O economista afirmou também que Portugal tem de estimular o investimento direto estrangeiro, pois trata-se da "única variável" da criação de emprego a curto prazo.

 

"Espero que o Governo se concentre igualmente no redesenho de uma administração pública moderna, eficiente e financeiramente computável, características que neste momento não possui", conclui.




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