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Fórum para a Competitividade prevê retoma mais fraca com agravamento de "riscos" económicos

A entidade liderada por Pedro Ferraz da Costa diz que o aparecimento da ómicron (variante da covid-19), aliado aos elevados preços da energia e à instabilidade política em Portugal, pode comprometer a retoma económica nacional. E diz que retoma será "a um ritmo menor do que o anteriormente considerado".

Miguel Baltazar
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 02 de Dezembro de 2021 às 15:41
O Fórum para a Competitividade alerta que o cenário económico agravou-se no mês de novembro. A entidade liderada por Pedro Ferraz da Costa diz que o aparecimento da ómicron (variante da covid-19), aliado aos elevados preços da energia e à instabilidade política em Portugal, pode comprometer a retoma económica nacional.

"O indicador diário de atividade, do Banco de Portugal, apresentou um claro abrandamento em outubro, mas recuperou em novembro. No entanto, os desenvolvimentos dos últimos dias indicam que isso foi sol de pouca dura", 
lê-se na nota de conjuntura relativa ao mês de novembro, divulgada esta quinta-feira pelo Fórum para a Competitividade.

Os analistas do Fórum para a Competitividade consideram que "os problemas da retoma agravaram-se" em novembro e que parte desse agravamento se deveu a "dois indicadores muito negativos de evolução da pandemia: a subida de novos casos e, sobretudo, a identificação de uma nova variante do covid-19, a ómicron".

"Ambos os sinais têm um claro potencial de abrandamento da atividade, desde logo a nível internacional", dizem.

A juntar a isso, "persistem as dificuldades anteriores, devido aos elevados preços da energia e mesmo escassez física, em particular a sentida na China" que tem gerado falta de componentes. O Fórum para a Competitividade diz, no entanto, que "o abrandamento da procura mundial poderá aliviar estas dificuldades, que os preços do petróleo já sinalizam".

Já na vertente interna, indica que há "dúvidas" sobre a solução governativa que vai sair das eleições legislativas antecipadas, após o chumbo do Orçamento do Estado. Essa incerteza centra-se na "durabilidade do novo Governo" e na sua capacidade de concretizar as reformas de que o país precisa, para "deixar a estagnação das duas últimas décadas".

Apesar disso, o Fórum para a Competitividade argumenta que "a expectativa dominante é de continuação da recuperação mundial e nacional". Mas sublinha que essa retoma será "a um ritmo menor do que o anteriormente considerado".
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