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Indicador da OCDE para a economia portuguesa em queda há três meses

O indicador da OCDE está a sinalizar um abrandamento do ritmo de crescimento da economia portuguesa no arranque de 2016. Em Agosto registou a primeira queda homóloga desde Abril.

Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Outubro de 2015 às 13:09
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O indicador compósito avançado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), concebido para antecipar entre seis a nove meses pontos de viragem na actividade económica em relação à tendência, desceu em Agosto pelo terceiro mês consecutivo.

 

Esta evolução aponta assim para um abrandamento da economia portuguesa no arranque de 2016, embora o indicador persista acima da média de longo prazo (100). O indicador caiu de 100,97 em Julho para 100,77 em Agosto, uma redução mensal de 0,2% que se segue à quebra de 0,14% sentida em Julho e de 0,05% registada em Junho.

 

O registo de Agosto é também mais baixo do que o verificado no mesmo mês do ano passado. A queda homóloga foi de 0,12%, na primeira variação negativa desde Abril.

 

Os últimos dados do INE sobre a evolução do PIB de Portugal apontam para um crescimento de 1,5% no segundo trimestre. O Banco de Portugal, mas estimativas trimestrais anunciadas quarta-feira, manteve a perspectiva de crescimento de 1,7% para este ano.

 

Para a zona euro, o índice compósito atingiu 100,7 pontos em Agosto, contra 100,6 pontos em Julho, apontando para um abrandamento do crescimento. Segundo a Lusa, a OCDE prevê um momento de crescimento estabilizado na Alemanha e na Grécia, mas estima uma desaceleração no Reino Unido e descidas em Espanha e na Irlanda, enquanto para França e Itália antecipa um crescimento firme.

 

O Canadá e o Japão deverão ter um crescimento estabilizado, mas os Estados Unidos deverão sofrer uma desaceleração, enquanto entre as economias emergentes, a Índia deverá ter um crescimento firme, mas o Brasil um fraco momento de crescimento, sendo que para a China a perspectiva é de uma quebra.

 

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