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Indicador da OCDE para Portugal renova máximo de sete anos

O indicador avançado da OCDE para antecipar a evolução da economia portuguesa abrandou em Março, mas registou a 22ª subida consecutiva, continuando a apontar para a recuperação da actividade económica.

Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Maio de 2014 às 11:00
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O indicador compósito avançado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), concebido para antecipar pontos de viragem na actividade económica em relação à tendência, voltou a subir em Fevereiro, registando a 22ª subida consecutiva para Portugal.

 

A OCDE revelou esta terça-feira, 13 de Maio, que o indicador subiu em Janeiro para 102,97 pontos, o que representa o registo mais elevado desde Abril de 2007. De acordo com a base de dados da OCDE, a leitura de Março supera o anterior máximo verificado em Janeiro e Fevereiro de 2011, quando atingiu os 102,5 pontos. Em Fevereiro deste ano tinha ficado em 102,61 pontos (valor revisto em baixo face aos anteriores 102,94 pontos reportados no mês passado pela OCDE), já um máximo de sete anos.

  

Entre Março e Fevereiro deste ano o indicador subiu 0,35%, o que representa a subida mais ténue desde Agosto do ano passado. Em termos de variação homóloga o crescimento continua a acelerar. Cresceu 4,67% face a Março do ano passado, no quarto mês consecutivo com variações acima de 4%.

  

Março foi também o sétimo mês consecutivo em que o indicador se situou acima dos 100 pontos, ou seja, acima da média histórica.

 

A subida deste indicador da OCDE sugere que a economia portuguesa vai ao longo deste ano reforçar a tendência de recuperação que encetou em 2013. As estimativas do Governo, troika e também do Banco de Portugal apontam para que o PIB de Portugal cresça 1,2% este ano, colocando fim a três anos de recessão.

 

No que diz respeito às restantes economias, os dados da OCDE apontam para um enfraquecimento da actividade económica em países emergentes como o Brasil, China, Índia e Rússia. Já nas economias desenvolvidas como os Estados Unidos, Canadá, Japão e Reino Unido os dados apontam para uma estabilização do crescimento, enquanto na Zona Euro a recuperação está a ganhar força.

 

 

 

 

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