Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

INE confirma quebra do PIB de 5,4% no primeiro trimestre

No primeiro trimestre de 2021, e com um segundo confinamento alargado, a economia portuguesa caiu 5,4% em termos homólogos e 3,3% em cadeia, confirmou hoje o INE. Quebra no consumo privado justifica a maior parte da quebra no PIB.

Com a pandemia, o emprego no setor do alojamento e restauração passou a representar 4,7% do total, o valor mais baixo dos últimos dez anos, segundo os dados do INE.
Nuno Alfarrobinha
Susana Paula susanapaula@negocios.pt 31 de Maio de 2021 às 11:21
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
A economia portuguesa encolheu 5,4% no primeiro trimestre deste ano em termos homólogos, devido principalmente à quebra na procura interna, confirmou o Instituto Nacional de Estatística (INE), nesta segunda-feira, 31 de maio.

Segundo o INE, que já tinha apresentado estes dados na estimativa rápida divulgada anteriormente, a quebra do PIB neste trimestre deveu-se sobretudo à contração da procura interna, que caiu 3,4%. 

"Esta evolução foi determinada, em larga medida, pela contração do consumo privado", que caiu 6,9% no primeiro trimestre, com o confinamento geral imposto nesses três primeiros meses do ano depois do agravamento da pandemia de covid-19.

Esta é a única componente da procura interna que registou uma quebra homóloga neste primeiro trimeste: tanto o consumo público como o investimento cresceram, 2,8% e 3,5%, respetivamente, em termos homólogos.

Também a procura externa líquida de importações, que caiu 2%, contribuiu para a contração do PIB no primeiro trimestre. No entanto, o contributo para a contração da economia foi inferior ao da procura interna. 

As exportações de bens e serviços caíram 9,4% e as importações de bens e serviços registaram uma redução de 4,5% no primeiro trimestre em comparação com os mesmos três meses de 2020.

Já considerando apenas a exportação de serviços, o INE destaca a "redução expressiva no primeiro trimestre, de 38%, ainda mais intensa do que a registada no trimestre anterior" e que foi de 34,5%, continuando a refletir a forte quebra das exportações de turismo. 

As importações de serviços também tiveram uma redução significativa, de 18,9%, no primeiro trimestre.

Segundo confinamento travou ligeira recuperação

Comparando o primeiro trimestre de 2021 com os três meses anteriores, o PIB caiu 3,3%, depois da ligeira recuperação (0,2%) verificada no trimestre anterior.

O INE afirma que esta inversão de sentido "reflete o impacto das limitações à mobilidade em consequência do agravamento da crise pandémica". Novamente, os contributos da procura interna e da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foram ambos negativos, sendo mais intenso no primeiro caso.

Se no último trimestre de 2020 a procura interna tinha crescido 0,5% em cadeia, no primeiro trimestre deste ano caiu 2,3% face ao período entre outubro e dezembro.

Já a procura externa líquida continuou a contribuir negativamente para a evolução do PIB, ao contrair-se 1% face ao último trimestre de 2020.


(Notícia atualizada às 11:49)
Ver comentários
Saber mais INE PIB Instituto Nacional de Estatística economia negócios e finanças política economia (geral) governo (sistema)
Outras Notícias