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Inflação na Zona Euro entra em terreno negativo

11 países da Zona Euro viram os seus preços caírem durante o mês de Outubro. A região registou, neste período, uma taxa de inflação mensal de -0,1%.

Reuters
Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 15 de Novembro de 2013 às 10:24
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11 países da Zona Euro viram os seus preços caírem durante o mês de Outubro. A região registou, neste período, uma taxa de inflação mensal de -0,1%.

 

Em termos homólogos, a taxa de inflação da Zona Euro caiu de 2,5%, em Outubro de 2012, para 0,7% no mesmo mês deste ano. Este é o valor mais baixo em quatro anos e fica muito abaixo do objectivo do Banco Central Europeu de garantir uma taxa de inflação no médio prazo próxima mas abaixo dos 2%.  

 

Este dado foi divulgado, pela primeira vez pelo Eurostat no início de Novembro, e levou o banco central da Zona Euro a cortar a taxa de juro da região de 0,5% para um novo mínimo histórico de 0,25%.

 

Os preços caíram, face a Outubro de 2012, na Grécia (-1,9%), no Chipre (-0,5%) e na Irlanda (0,1%) e estabilizaram em Portugal e Espanha.

 

Em termos mensais, ou seja entre Setembro e Outubro de 2013, os preços caíram em 11 países da Zona Euro: Bélgica, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, França, Chipre, Luxemburgo, Malta, Holanda e Portugal.    

 

A 7 de Novembro passado, quando cortou a taxa de juro da Zona Euro, o Banco Central Europeu afastou um cenário de deflação na região (preferindo falar em período prolongado de inflação baixa) mas, ainda assim, garantiu que ainda tem armas disponíveis para actuar caso surjam pressões deflacionistas adicionais.

 
Inflação baixa prejudica o relançamento económico?   

Sim. Perante um cenário de queda de preços (deflação), os agentes económicos tendem a atrasar decisões de consumo e investimento, esperando por preços mais baixos na economia. Mas mesmo um cenário menos dramático, como o de inflação baixa, dificulta a recuperação, pois reduz o incentivo a antecipar a despesa e a recorrer a financiamento.

 

Este efeito é sentido nomeadamente através da taxa de juro real (taxa nominal subtraída da inflação). Ter inflação de 2% “é especialmente importante numa recuperação que ainda é frágil e que começa de níveis muito baixos” porque, neste contexto “é muito importante ter taxas de juro reais baixas”. Ora com a taxa de juro nominal próxima de zero, o instrumento de política monetária por excelência do BCE está enfraquecido. E é ainda mais assim se inflação estiver baixa e a cair. RPJ

(Notícia actualizada às 10h59)

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