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Investimento volta a recuar este ano após quebra de 28% em 2012

Quebra do investimento estimado para este ano é de 2,1%, apesar do supercrédito fiscal introduzido pelo Governo, para reanimar este indicador, que tem sofrido as quedas mais acentuadas na actual recessão.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Julho de 2013 às 11:32

O inquérito de conjuntura ao investimento, realizado pelo INE entre 1 de Abril e 28 de Junho, mostra que o investimento vai registar uma nova queda este ano, depois de ter sofrido uma retracção de 28,1% no ano passado.

 

As previsões apontam para uma descida de 2,1% este ano, ainda assim inferior aos 4,2% estimados no inquérito anterior. Já a quebra de 2012 foi revista em baixa, pois antes o INE apontava para uma retracção de 26,4%. A confirmar-se a queda este ano, será o sexto ano consecutivo de descida no investimento em Portugal. A descida projectada para 2013 será a menor desde 2008 e a de 2012 a maior.

 

Os resultados do inquérito mostram que os incentivos anunciados no final de Maio pelo Governo para reanimar o investimento, na segunda metade deste ano, não terão tido grande impacto nas manifestações de interesse dos empresários em aumentar o investimento.

 

“O principal factor limitativo do investimento empresarial identificado pelas empresas nos dois anos analisados foi a deterioração das perspectivas de venda, seguindo-se a incerteza sobre a rentabilidade dos investimentos”, refere o INE, salientando que aumentou a “percentagem de empresas que refere o nível da taxa de juro, a utilização insuficiente da capacidade produtiva e outros factores como principais factores limitativos”.

 

O INE dá conta que a queda do investimento em 2013 deve-se às empresas de menor dimensão (com menos de 249 pessoas ao serviço).

 

O principal factor limitativo ao investimento mais referenciado pelas empresas continua a ser a deterioração das perspectivas de vendas (64,7% e 63,7% em 2012 e 2013, respectivamente) e, em menor grau, a incerteza sobre a rentabilidade dos investimentos (13,1% e 11,9%) e a dificuldade em obter crédito bancário (9,5% e 9,4%).

 

Relativamente às expectativas de criação de emprego resultante do investimento realizado ou a realizar, a maioria das secções apresentou saldos de respostas extremas negativos. 

 
Incentivo ao investimento

O pacote legislativo de estímulo ao investimento anunciado em Maio integra um crédito extraordinário, aplicável a investimentos realizados entre 1 de Junho e 31 de Dezembro de 2013, em todos os sectores, até um máximo de cinco milhões de euros (o crédito máximo é de um milhão). São elegíveis investimentos em activos fixos tangíveis e intangíveis, afectos à actividade operacional até 31 de Dezembro de 2014.

 

O incentivo pode baixar a taxa efectiva de IRC para os 7,5%, consoante o investimento e a colecta de IRC. Exemplos: €40.000 de investimento com matéria colectável de IRC de €45.000; €500 mil de investimento para uma matéria colectável de €550 mil; €1 milhão de investimento para uma matéria colectável de €1,1 milhões.

 

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