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Investimentos de Portugal no estrangeiro superaram o recebido em 2011

Entre 2007 e 2011, o IDE em Portugal foi, em média, correspondente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que, considerando apenas o último ano do período, foi de 4,4% do produto.

Lusa 05 de Fevereiro de 2013 às 08:01
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Portugal investiu mais no estrangeiro do que outros países investiram na economia portuguesa, em 2011, dado que o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal correspondeu a 4,4% do PIB e o investimento de Portugal no estrangeiro foi de 5,3% do PIB.

 

De acordo com o Relatório da Competitividade 2012, que será hoje divulgado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP), entre 2007 e 2011, o IDE em Portugal foi, em média, correspondente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que, considerando apenas o último ano do período, foi de 4,4% do produto.

 

"Os fluxos de IDE de Portugal no exterior registaram, em 2011, um valor bastante superior ao dos anos anteriores, atingindo um valor correspondente a 5,3% do PIB, valor mais elevado do que o IDE do exterior em Portugal", lê-se numa síntese do relatório a que a Lusa teve acesso.

 

Em termos de stock, em 2011, o IDE do exterior em Portugal era de 49,3% do PIB (+0,9 pontos percentuais do que em 2010) e o IDE de Portugal no exterior alcançava os 30,7% do PIB (+1,8 pontos percentuais do que em 2010).

 

A formação bruta de capital fixo (FBCF) manteve, em 2011, a tendência de queda, recuando 9,7%, depois de ter caído 10,4% em 2009 e 2,3% em 2010.

 

O peso relativo da FBCP do sector privado no PIB atingiu os 14,8% em 2011, abaixo da média europeia (16,1%). No mesmo ano, a FBCF do sector privado representava cerca de 83% do total.

 

O documento inclui ainda indicadores relativos aos custos laborais em Portugal, mostrando que a variação dos custos unitários do trabalho foi de -0,6%, em 2011, uma redução que se deveu essencialmente à evolução salarial nas administrações públicas. Por comparação, na área do euro, os custos unitários do trabalho aumentaram 0,9% nesse ano.

 

Em termos de fiscalidade, o relatório da AIP refere que, em 2010, as receitas fiscais (incluindo as contribuições para a Segurança Social) correspondiam a 31,5% do PIB e que, em 2011, a carga fiscal aumentou 1,7 pontos percentuais.

 

"Portugal é o quarto país da UE com o maior rácio de receitas de impostos sobre o rendimento das empresas em percentagem do PIB e no total das receitas fiscais", lê-se na síntese do documento, que inclui também indicadores de educação, ambiente, energia e inovação.

 

O Relatório da Competitividade, da AIP, é realizado anualmente e pretende monitorizar a evolução de uma série de indicadores em Portugal, em comparação com outras 15 economias europeias: Alemanha, Dinamarca, Espanha, Grécia, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Holanda, Reino Unido, Eslováquia, Eslovénia, Polónia e República Checa.

 

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