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ISEG vê economia a crescer acima de 2% este ano

A economia portuguesa será suportada em 2017 pelo crescimento do investimento e pela aceleração da expansão das exportações.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 18:30
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A economia portuguesa vai registar este ano uma taxa de crescimento entre 1,7 e 2,1%, de acordo com as estimativas divulgadas esta quinta-feira, 23 de Março, pelo ISEG.

 

Na Síntese de Conjuntura de Março 2017, o grupo de análise económica daquela universidade assinala que esta previsão "tem por base um crescimento de cerca de 2,0% no consumo privado (um pouco mais moderado do que no ano anterior) e um crescimento de 0,8% no Consumo Público (igual ao dos anos anteriores)".

 

Tem também por base um aumento do investimento, com a formação bruta de capital fixo (FBCF) a crescer 4,5% e uma subida de 5,5% nas exportações, que será acima do verificado em 2016 mas abaixo do registado no segundo semestre, bem como um crescimento entre 5,5% a 6,5% nas importações.

 

A confirmar-se, o ponto mais alto do intervalo das previsões do ISEG situa-se bem acima das projecções dos institutos oficiais. O Governo inscreveu no Orçamento do Estado para 2017 uma estimativa de crescimento do PIB de 1,5%. O Banco de Portugal aponta para um crescimento de 1,4% e a Comissão Europeia de 1,6%.

 

No que diz respeito ao primeiro trimestre deste ano, apesar da "pouca informação disponível", o ISEG salienta ser provável que o "PIB esteja a crescer, em termos homólogos, a um ritmo semelhante ao do último trimestre de 2016".

 

A economia portuguesa registou um crescimento homólogo de 2% nos últimos três meses do ano passado, sendo que no conjunto de 2016 o crescimento foi de 1,4%.

 

Quanto aos indicadores que são já conhecidos deste primeiro trimestre, o ISEG destaca o "forte crescimento das exportações (19,6%) e importações (22,3%) em Janeiro", bem como a "continuação do crescimento da procura turística externa".

 

A síntese dos indicadores quantitativos relativos a Janeiro mostra que o indicador de tendência da actividade global (IZ) decresceu ligeiramente no primeiro mês do ano, mas mantém "um nível relativamente elevado".




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