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Itália entra em recessão no final de 2018. Espanha acelera

O ministro das Finanças italiano, Giovanni Tria, tem razões para estar preocupado: a economia italiana entrou oficialmente em recessão. Já em Espanha o Governo socialista tem razões para celebrar.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 31 de Janeiro de 2019 às 11:30
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A economia italiana contraiu 0,2% no quarto trimestre, em comparação com o trimestre anterior (em cadeia), segundo os dados revelados pelo gabinete de estatística Istat. Ao acumular dois trimestres consecutivos de contração do PIB - no terceiro trimestre contraiu 0,1% -, Itália entra oficialmente em recessão. 

Em termos homólogos (em comparação com o quarto trimestre de 2017), Itália cresceu apenas 0,1%. O efeito de contágio deste desempenho do PIB para 2019 é de -0,2%, segundo o gabinete de estatísticas.

A entrada em recessão acontece no segundo semestre de 2018, altura em que entrou em funções o Governo italiano de coligação entre a Liga e o Movimento 5 Estrelas. Os investidores temeram logo desde o início o rumo que os populistas iriam dar à política económica, cobrando juros mais altos à dívida italiana.
O conflito com a Comissão Europeia por causa do Orçamento do Estado para 2019 também contribuiu para agravar os juros italianos, penalizando o custo do financiamento do Estado, mas também da banca e das empresas.

A entrada em recessão de Itália coincide com o pior trimestre de crescimento económico da Zona Euro desde o final de 2013. A economia do euro cresceu 1,2%, em termos homólogos, e 0,2%, em cadeia. No caso da União Europeia, o PIB subiu 1,5%, em termos homólogos, e 0,3%, em cadeia, segundo os dados do Eurostat.

Os dados específicos por país só serão divulgados mais tarde pelo gabinete de estatísticas europeu, mas alguns gabinetes nacionais já revelaram os dados para o seu país. E nem tudo são más notícias.

Em Espanha, o PIB acelerou para um crescimento em cadeia de 0,7% no quarto trimestre (0,6% no terceiro trimestre), segundo os dados divulgados pelo gabinete de estatística. Em termos homólogos, o crescimento foi de 2,4%, bem acima dos 1,2% registados pela Zona Euro ou dos 1,5% da União Europeia.

No total do ano, o PIB espanhol cresceu 2,5%, também acima dos 1,8% que são estimados para a Zona Euro e dos 1,9% para a União Europeia. 

Também em França o PIB cresceu 0,3% em cadeia no quarto trimestre graças ao bom desempenho das exportações, ficando acima das expectativas. No total do ano, o PIB francês cresceu 1,5%.
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