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Montepio estima "forte acréscimo do PIB" no segundo trimestre

A evolução das vendas a retalho, da produção industrial e dos indicadores de confiança apontam para uma recuperação da economia portuguesa no segundo trimestre, mais do que revertendo a quebra sentida nos três meses anteriores, diz o Montepio.

Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Junho de 2014 às 15:50
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A economia portuguesa está a recuperar no segundo trimestre deste ano, face à quebra sentida nos primeiros três meses de 2014, refere o Montepio tendo por base os últimos indicadores económicos que apontam para um "forte acréscimo do PIB no actual trimestre".

 

No "Comentário Semanal de Economia e de Mercados" do banco, divulgado esta segunda-feira, 2 de Junho, o Montepio assinala que os indicadores económicos divulgados na semana passada foram "tendencialmente positivos (…) mostrando-se, pelo menos para já, consistentes com o nosso cenário de um forte acréscimo do PIB no actual trimestre".

 

As estimativas do Montepio apontam para um crescimento de 1% no PIB face aos três meses anteriores, o que a confirmar-se permitiria reverter a quebra sentida no primeiro trimestre (-0,7%), período em que a economia foi penalizada por "factores de carácter temporário".

 

O Montepio cita pela positiva o "forte acréscimo mensal de 5,4%" na produção industrial e os

As nossas expectativas também são de que a economia regresse aos crescimentos consistentes a partir do segundo trimestre.
 
Montepio
Comentário Semanal de Economia e de Mercados

indicadores de confiança da Comissão Europeia, enquanto a actividade retalhista "continuou a corrigir da forte e inesperada subida no arranque do ano".

 

Ainda assim, os economistas do Montepio continuam a apontar "para já, para um acréscimo do consumo privado no segundo trimestre, impulsionado pelas vendas de carros e por um provável acréscimo do consumo de serviços".

 

O Montepio acrescenta que o segundo trimestre do ano passado também ficou marcado por um forte crescimento do PIB em cadeia (1,1%) e que a penalizar o crescimento nos primeiros três meses do ano esteve o mau tempo, a paragem da refinaria da Galp, a inesperada não aceleração da Zona Euro e a entrada das novas medidas de austeridade do Orçamento do Estado de 2014".

 

"As nossas expectativas também são de que a economia regresse aos crescimentos consistentes a partir do segundo trimestre, mas com este regresso a dever ser carimbado com um crescimento bem superior ao anteriormente admitido – atendendo a que a forte queda no primeiro trimestre de 2014 traduziu um resultado mais desfavorável do que anteriormente estimado", refere o banco.

 

Dado que o segundo trimestre termina em Junho, a estimativa rápida do INE para o PIB deste período só será divulgada em meados de Agosto. 

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