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OCDE: Guerra na Ucrânia tira 2,8 biliões de dólares à economia mundial

Guerra na Ucrânia e políticas zero covid-19 continuam a pesar na economia mundial. OCDE volta a rever em baixa estimativas de crescimento para este ano e para 2023 para a economia global. Economia da Zona Euro perto de estagnar e Alemanha em recessão. Inflação mantém-se alta, mesmo em 2023.

Desde 2012 que as trocas comerciais têm vindo a descer, mas redução acentuou-se com a pandemia e parece ter vindo para ficar com a guerra.
Julio Cesar Chavez/Reuters
Susana Paula susanapaula@negocios.pt 26 de Setembro de 2022 às 10:20
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As estimativas sobre a economia mundial voltam a ser revistas em baixa. Agora pela OCDE, que estima que o crescimento do PIB mundial fique 2,8 biliões de euros aquém do esperado antes da guerra na Ucrânia. 

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou nesta segunda-feira, 26 de setembro, novas previsões para o crescimento da economia mundial, sobretudo dos países do G20. E as conclusões não são otimistas: "o crescimento global deve continuar limitado na segunda metade de 2022, antes de abrandar ainda mais em 2023, para uma taxa de crescimento de apenas 2,2", lê-se no relatório divulgado hoje. 

A OCDE estima afora que a economia mundial cresça 3% este ano, travando para 2,2% em 2023, "muito abaixo do ritmo previsto antes da guerra". 


"A economia global está a pagar um preço elevado pela agressão militar não provocada, injustificável e ilegal da Rússia", afirma a OCDE.  A dimensão: 2,8 biliões de euros. "Há muitos custos da guerra da Rússia, mas isto demonstra o preço mundial da guerra em termos de produto", acrescenta a organização mundial.

De acordo com a OCDE, o PIB mundial estagnou no segundo trimestre de 2022 e o produto diminuiu mesmo nas economias do G20. "A inflação permanece alta por mais tempo do que o antecipado. Em muitas economias, a inflação na primeira metade de 2022 foi a mais alta desde a década de 1980", frisa. 

"Com os indicadores a virarem para o pior, as previsões para a economia global escureceram", lê-se no relatório. 

Na China, as políticas zero relacionadas com a covid-19 põem o ritmo de crescimento da economia chinesa a cair para 3,2% este ano. Mas o ritmo pode recuperar em 2023, admite a OCDE. 

Nos Estados Unidos, espera-se que o crescimento trave a fundo para 0,5% no próximo ano. 


Na Zona Euro, a estimativa da OCDE é que o crescimento anual dos países da moeda única trave a fundo, para 0,25% em 2023. O cenário central põe a Zona Euro perto da estagnação, mas a organização frisa que há o risco de quebras no PIB de várias economias europeias durante os meses de inverno. 

É o caso da Alemanha, o motor da economia da Zona Euro. A OCDE estima que o PIB alemão recue 0,7% no próximo ano, depois de crescer apenas 1,2% este ano. 

Inflação mantém-se alta em 2023

Outra conclusão em sentido negativo é sobre a inflação. A OCDE antecipa que a inflação atinja os 8,2% em 2022 em termos anuais, descendo no ano seguinte. No entanto, a projeção aponta para 6,2% em 2023, números ainda muito elevados e longe dos objetivos dos bancos centrais (de 2%). 

Por isso, "serão necessários mais aumentos das taxas de juro" na maioria das economias avançadas para ancorar as expectativas de inflação e garantir que as pressões inflacionistas são reduzidas de forma duradoura, defende a OCDE.

(Notícia atualizada às 11:00 com mais informação)

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