Conjuntura Peso do endividamento da economia desce há 17 trimestres consecutivos

Peso do endividamento da economia desce há 17 trimestres consecutivos

O peso do endividamento do setor não financeiro baixou dos 368% do PIB no final de 2017 para 357% no final de 2018. A redução do montante em dívida aliado ao crescimento económico explicam este desempenho.
Peso do endividamento da economia desce há 17 trimestres consecutivos
Reuters
Tiago Varzim 21 de fevereiro de 2019 às 11:01
O endividamento da economia portuguesa (Estado, empresas e famílias) baixou 743 milhões de euros em 2018, fechando o ano nos 716,1 mil milhões de euros. Os dados foram divulgados esta quinta-feira, 21 de fevereiro, pelo Banco de Portugal. 

A redução do montante em dívida e o crescimento económico levaram o rácio no PIB para os 357%, o valor mais baixo desde 2010. O peso do endividamento está a descer há 17 trimestres consecutivos (desde o terceiro trimestre de 2014).

Em termos anuais, o rácio do endividamento no PIB tem vindo a descer desde que atingiu um pico em 2012. São já seis anos consecutivos de redução do peso da dívida da economia. 

Comparando o final de 2017 com o de 2018, a descida do endividamento no ano passado foi da responsabilidade do setor privado. "Esta redução resultou do incremento de 4,8 mil milhões de euros no endividamento do setor público e do decréscimo de 5,5 mil milhões de euros no endividamento do setor privado", explica o Banco de Portugal na informação divulgada hoje. 

O aumento da dívida do setor público deve-se ao "aumento do financiamento concedido pelo setor financeiro, pelas próprias administrações e pelos particulares". Por outro lado, registou-se uma diminuição do financiamento concedido pelo exterior e pelas empresas.


Dentro do setor privado, o destaque pela positiva vai para as empresas privadas que reduziram o endividamento em 6,2 mil milhões de euros. A maior queda registou-se na categoria de "grandes empresas", as quais são responsáveis por 31% do endividamento das empresas privadas.

Em sentido contrário foi a dívida das famílias: "Por sua vez, o endividamento dos particulares aumentou 0,7 mil milhões de euros, destacando-se o incremento do endividamento externo, fruto de operações de cessão de crédito por parte de instituições financeiras residentes a entidades não residentes", nota o banco central. 

(Notícia atualizada às 11h15)



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