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PIB da Zona Euro caiu menos que o previsto com Portugal a sofrer 4.ª maior queda

O PIB da Zona Euro recuou 14,7% no segundo trimestre face ao mesmo período do ano passado e 11,8% contra os primeiros três meses do ano.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Setembro de 2020 às 10:20
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O Eurostat reviu hoje em baixa a sua estimativa de crescimento da economia europeia no segundo trimestre, que ainda assim revela uma quebra histórica devido ao impacto da pandemia da covid-19.

Segundo o gabinete de estatística da Comissão Europeia, o PIB da Zona Euro recuou 14,7% no segundo trimestre face ao mesmo período do ano passado e 11,8% contra os primeiros três meses do ano. Na anterior estimativa o Eurostat apontava para uma queda homóloga de 15% e em cadeia de 12,1%.

A melhoria de três décimas não apaga o registo fortemente negativo da economia europeia no segundo trimestre, pois a contração continua a ser a mais forte de sempre, num trimestre em que o consumo das famílias recuou 12,4%, o investimento afundou 17% e as exportações deslizaram 18,8%.

A economia portuguesa registou um dos piores desempenhos da região, com o PIB a sofrer a quarta maior queda em termos homólogos e a terceira mais forte na variação em cadeia. Espanha (-22,1%), França (-18,9%) e Itália (-17,7%) registaram contrações homólogas mais acentuadas do que Portugal, que viu o PIB cair 16,3% no segundo trimestre.


Já na análise em cadeia, na Zona Euro apenas Espanha e Grécia contraíram mais que Portugal, que viu o PIB recuar 13,9% face ao primeiro trimestre. 
Todas as economias da União Europeia registaram uma contração no segundo trimestre, sendo que a Finlândia (-4,5%) conseguiu o desempenho menos negativo na variação em cadeia. Seguiu-se a Lituânia (-5,5%), Estónia (5,6%) e Irlanda (-6,1%).

 

Segundo o Eurostat, depois de dois trimestres em quebra, o PIB da Zona Euro está agora no nível registado no início de 2005. Já na União Europeia está no nível mais baixo desde o terceiro trimestre de 2009.   

 

O Eurostat também revelou hoje os dados do mercado de trabalho no segundo trimestre, que mostram igualmente um forte impacto da pandemia.

 

O emprego diminuiu 3,1% na Zona Euro face ao mesmo período do ano passado, sendo que na evolução face aos primeiros três meses deste ano o recuo foi de 2,9%. Variações que segundo o Eurostat também são históricas.

 

A Espanha (-7,6%), a Hungria (-5,6%), a Áustria (-4,0%), a Irlanda (-3,9%) e Portugal, Itália e Estónia (-3,6% cada) apresentaram os maiores recuos, com Malta a registar a única subida homóloga do emprego (4,2%).

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